Três gerações ao redor do mundo e sucesso em vários países, o Honda Fit mudou drasticamente em sua terceira encarnação. Ainda que de maneira geral o porte de minivan se mantenha, o Fit assumiu traços que o aproximam de um hatch, além de um visual mais ousado. A frente com aspecto alegre que acompanhou as duas gerações do Honda, agora mostra um “sorriso sarcástico” de aspecto mais agressivo, como no City e Civic. A lateral ganha volume e linhas mais profundas, como parte da nova filosofia de design da marca japonesa. O único porém fica por conta do exagero dos detalhes com aspecto esportivo. A traseira, por exemplo, conta com falsas saídas de ar, sendo um aplique preto na parte inferior seria o suficiente para equilibrar o desenho do modelo.

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Internamente o Fit evoluiu em ergonomia, mas o acabamento não acompanhou. Peças bem encaixadas contrastam com os plásticos de aspecto pobre, incluindo a porção oca nas portas. Apenas a caríssima versão EXL ele conta com acabamento correspondente à categoria do carro. A discrepância entre a iluminação branca e laranja no interior do carro incomoda e remete aos carros chineses. Há alguns sinais de economia, como a falta de pintura na parte interna do capô. São detalhes, mas o público que paga até R$ 66 mil em um carro talvez se incomode.

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Ao volante o novo Honda Fit comprova a clara evolução do compacto. O retorno do câmbio CVT foi comemorado por antigos donos da primeira geração, mas o Fit mantém sua condução racional e avesso a emoções. Ao invés do prazer ao volante, ele engloba os benefícios de ser compacto, fácil de dirigir e confortável. Por fim, o novo Fit se mostra um excelente modelo para quem busca espaço e economia, mesmo que tenha que pagar mais caro por isso.

Padrão Honda de qualidade?

Excepcionalmente esta Visão do Consumidor foi feita em três concessionárias e há uma razão especial para isso. A primeira visita foi feita na Beni Car Taquaral, uma concessionária nova e localizada em um ponto bastante movimentado de Campinas, interior de São Paulo. A parte destinada a carros 0 km é menor do que a feita para os carros usados. Outro problema fica pelo uso de uma plataforma com mesas bem ao centro da concessionária, deixando ainda mais apertado e escuro o espaço dos Honda novos. Apenas uma unidade do novo Fit estava presente e em uma plataforma elevada, impossibilitando que o carro seja examinado corretamente. Por fim o total descaso dos vendedores se faz notar, não fomos abordados nenhuma vez nos 25 minutos de permanência na concessionária, desclassificando a Beni Car Taquaral na Visão do Consumidor.

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Para ver se o padrão de atendimento se repetia dentro do grupo, outra concessionária do grupo Beni Car foi visitada, desta vez a unidade Norte-Sul. O showroom é pequeno e apertado, tendo sido recentemente expandido para abrigar carros usados. Ao contrário do ocorrido na visita anterior, o atendimento foi rápido, havendo uma breve introdução feita pelas próprias recepcionistas. Todas as dúvidas foram esclarecidas, inclusive, desta vez, a vendedora sabia o que era um câmbio CVT, ao contrário do que ocorreu na Visão do Consumidor com o Toyota Corolla. O test-drive, inclusive, repetiu o mesmo trecho da avaliação com o sedã da Toyota, pelo fato de que as concessionárias são vizinhas. Por conta da entrega de um Fit recém-negociado, a vendedora foi extremamente breve e rápida na negociação, não abrindo margem para descontos ou até mesmo brindes.

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Por fim, a Dahruj Honda, maior concessionária da marca na região, foi a última a ser visitada. Apesar do tamanho generoso, o estacionamento é extremamente pequeno, chegando ao ponto de “travar” com a movimentação dos carros durante a visita. Abordado logo ao entrar na concessionária, o vendedor foi rápido ao apresentar o Fit e mostrar todos os seus atributos. Economia de combustível, câmbio CVT, espaço interno e sistema ULT: o clássico “feijão com arroz” da apresentação do hatch altinho. O único porém ficou por conta da ausência de um carro para test-drive, prejudicando a avaliação completa. Por conta disso a negociação não seguiu em frente. Em ambas concessionárias que realizaram o atendimento, Beni Car Norte-Sul e Dahruj Honda, o assunto “capô sem pintura” foi rapidamente desconversado, alegando ser “uma nova tendência”.

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A Honda sempre foi conhecida pela excelência no pós-atendimento, uma das principais marcas da sua ativdade no Brasil. Contudo essa qualidade não se refletiu no atendimento nas concessionárias durante o processo de compra, justamente o que AUTOPOLIS avalia na Visão do Consumidor. Considerando que o consumidor de carros brasileiro tende a ter no atendimento um dos diferenciais na hora de decidir entre modelos distintos, é um ponto a ser melhorado ao menos nas concessionárias visitadas.

Infográfico-Avaliação-Autopois-Fit

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