No passado, a linha Chevrolet no Brasil era composta, majoritariamente, por carros da Opel renomeados ou ligeiramente modificados. Foi assim com o Opala e seu originário Opel Rekkord, assim como com o Opel Kadett de terceira geração e o Chevette. Porém, com a chegada da Kadett E na Europa em 1984, a subsidiária brasileira decidiu apostar apenas na troca de logotipos. Assim, com um atraso de cinco anos, o Chevrolet Kadett começou a ser produzido em solo nacional sem grandes alterações visuais em relação ao seu primo europeu. As únicas exceções foram os logotipos e alguns detalhes mínimos.

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Moderno para a época, ele era o primeiro nacional com vidros rentes à carroceria e junção das chapas laterais e do teto sem a rebarba que formava uma espécie de calha. Outro vestígio de modernidade era sua aerodinâmica com um respeitável, para a época, coeficiente de 0,30 Cx. Aproveitando do visual interno e dos motores do Monza, o Kadett era equipado com propulsores transversais 1.8 de 95 cv, com versões a gasolina e etanol, ou o 2.0 exclusivo da versão GS, que rodava apenas com o combustível derivado da cana-de-açúcar.

Em 1989 chegava a perua Ipanema, com apenas duas portas e pronta para aposentar a longeva Marajó. Em 1991, a Opel aposentou o Kadett e introduziu o Astra, que seria importado para o país em 1995. Enquanto isso, firmes e fortes no mercado, Kadett e Monza receberam injeção eletrônica. O clássico Kadett GSi surgiu nesta época, com o motor 2.0 mais potente, que gerava 121 cv e 17,6 kgmf de torque.

A cartada final para o Kadett foi em 1996, quando recebeu sua primeira e última reestilização. À época, já sofria as consequências do sucesso do Corsa e precisava dividir espaço com o Astra, importado desde 1994. Sem seus modelos derivados e restando apenas as versões GL, Sport e GLS , o hatch não foi capaz de suportar a pressão e teve sua produção encerrada em setembro de 1998, há exatos 16 anos. O legado do Kadett, entretanto, permaneceu na linha brasileira da Chevrolet por um bom tempo, sendo representado pelo seu substituto Astra e também na versão GT do último Vectra, que nada mais era que um Astra europeu rebatizado.

Para relembrar a trajetória do modelo, AUTOPOLIS produziu uma linha do tempo com curiosidades sobre o carro. Confira abaixo.

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