A Uber anunciou na última semana mais uma novidade em seus serviços: o carro sem motorista. A ideia parece ter saido de um filme de ficção, mas trata-se de uma experiência real. Num futuro próximo será possível escolher entre alugar carro com ou sem motorista.

A princípio, os testes estão sendo realizados no Centro de Tecnologias Avançadas da empresa em Pittsburgh, Pensilvânia, com carros equipados com tecnologia para sair às ruas sem nenhum condutor ao volante, uma inovação que chega para revolucionar o setor.

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Modelos Ford Fusion híbrido equipados com alta tecnologia laser, sensores e câmeras não tiveram nenhum problema em circular no intenso trânsito da cidade, enfrentando e dando solução a problemas comuns a qualquer motorista.

Por questões de segurança e para atender às normas estatais, nesse primeiro momento dois engenheiros técnicos ficarão à bordo do veículo: um no banco do motorista e o outro no banco do passageiro da frente, apenas para acompanhar o desempenho do veículo e resolver qualquer ajuste necessário.

Um sistema de câmera e radar montados no teto de um Ford Fusion autônomo do Uber durante uma demonstração de tecnologia de auto-condução automotiva, em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, no dia 13 de dezembro de 2016. REUTERS / Aaron Josefczyk
Um sistema de câmera e radar montados no teto de um Ford Fusion autônomo do Uber durante uma demonstração de tecnologia de auto-condução automotiva, em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, no dia 13 de dezembro de 2016. Créditos: REUTERS / Aaron Josefczyk

Apesar de não falar em prazos, os representantes da companhia têm como objetivo num futuro próximo, zero técnicos à bordo de seus carros. A iniciativa colocou a empresa à frente no desenvolvimento de veículos autônomos nos Estados Unidos, desbancando companhias como Google, Apple e as gigantes automobilísticas Tesla, Volvo, Nissan, BMW e Mercedes, que também fazem experiências no setor.

No final de agosto, a nuTonomy, empresa de automação de automóveis em Cingapura, colocou nas ruas seis carros sem condutor. A diferença é que a experiência está sendo realizada numa área restrita e plaina daquela região, enquanto em Pittsburgh os autos circulam normalmente em estradas estreitas, com subidas e descidas, passam por pontes e trafegam por rodovias.

A capacidade de analisar e processar informações sobre o tráfego colocou a Uber à frente dos outros países. “Temos um dos grupos de engenharia automotora mais fortes do mundo, assim como a experiência de dirigir uma rede de viagens compartilhadas e de entregas em centenas de cidades”; declarou Travis Kalanick, fundador e diretor-executivo da empresa.

Sob o ponto de vista do carro sem condutor, a empresa desafia a imagem que estabeleceu até hoje: deixa claro que sua missão é priorizar o atendimento aos clientes do aplicativo e não apenas oferecer a possibilidade de proprietários de veículos ganharem dinheiro com transporte de passageiros.

A ideia dos carros sem motorista chegaram a Uber junto com a aquisição da startup Otto, quando o vice-presidente de engenharia, Anthony Levandowski passou a integrar a equipe da empresa. Na Otto, o engenheiro desenvolvia tecnologia para caminhões comerciais autônomos que ainda continuam em teste na Califórnia.

“Os carros autônomos têm um enorme potencial para cumprir nossa missão e melhorar a sociedade: reduzir o número de acidentes de trânsito, liberar até 20% do espaço urbano que atualmente se usa para estacionar e reduzir o congestionamento, que implica em um desperdício de bilhões de horas ao ano”, afirmou Levandowski.