Por conta da crise hídrica que atinge a cidade de São Paulo – e grande parte da Região Sudeste -, a Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou na última quarta-feira (4) um projeto de lei que prevê multa de R$ 1 mil para quem for flagrado lavando calçadas ou carros utilizando água tratada. A ideia inicial é que, em caso de reincidência, o valor da multa dobre. Os responsáveis pela criação do projeto de lei foram os vereadores que integram a CPI da Sabesp na Casa, que analisa a responsabilidade do órgão ligado ao Governo Estadual sobre a atual crise de abastecimento.

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Apesar da aprovação, o projeto deverá passar por uma nova votação na Câmara, após passar por alterações propostas pela base aliada do prefeito da capital, Fernando Haddad. Entre as alterações propostas estão a inclusão de uma advertência antes da primeira multa e uma possível mudança no valor cobrado. Sobre esse segundo ponto, o vereador Mário Covas Neto, do PSDB, disse que a ideia da multa “é constranger quem desperdiça”, não arrecadar dinheiro para os cofres do município.

Além do início de vigência da lei, outro ponto que ainda carece explicações diz respeito a quem será o alvo da multa: se o dono do imóvel, o locatário (se existir) ou a pessoa que for flagrada gastando água. Há permissões para lavar a calçada ou o carro caso a água seja de reuso ou extraída de poços artesianos, sendo devidamente provada sua origem.