Diversas fanpages, personalidades e até seus amigos “caíram na onda” das comparações ‘Raiz x Nutella’. Os termos são bem claros: o ‘Raiz’ demonstra quem você é na essência, aquilo que nem sempre todas as pessoas veem; o ‘Nutella’ já se refere ao seu lado popular ou o que você gosta de “ostentar”.

A brincadeira viralizou no Facebook, sobretudo por meio de testes virtuais, que sincronizam o seu perfil pessoal (e seus gostos, automaticamente), dando um resultado. Mas nós do Autopolis decidimos “colocar lenha nessa fogueira”. Será que você, entusiasta, já descobriu em qual categoria encaixa o motor da sua caranga?

Abaixo listamos três exemplos de motores ‘Raíz’ e outros três ‘Nutella’ para você buscar inspiração até encarar a realidade. Só não vale desejar o bloco do carro do vizinho…

Motores ‘Raíz’

Duesenberg oito-em-linha DOHC (1928-1932)

Esta era a configuração de alta performance preferida por todos antes da Segunda Guerra Mundial. O bloco denunciava um carro com desempenho sério. E não existe lenda maior no mundo automobilístico que os enormes automóveis de Fred Duesenberg.

 

Chrysler V-8 “426 Hemi” (1966-1971)

Brutalidade define bem esse bloco. São sete litros de insanidade e doses cavalares de maldade. Basicamente um motor criado para vencer corridas de Stock Car e de arrancada nos EUA, que acabou nas ruas. Comando único no bloco, varetas e câmaras de combustão hemisféricas. Conhecido por ser dificílimo de acertar, superaquecer facilmente e por beber quantidades gigantescas de combustível mesmo andando suave.

Ferrari V-12 a 60 graus “Colombo” (1947-1989)

O V-12 em uma Ferrari é fato e contra fatos não há argumentos. Entre os vários V-12 criados pela marca, o primeiro permanece como o mais lendário. Originalmente criado como um motor de F-1 por Gioacchino Colombo, o bloco icônico era mais potente e bem mais leve que um contemporâneo seis-em-linha Jaguar de cilindrada similar.

Motores ‘Nutella’

Volkswagen 1.0 TSI

Na Europa, as versões de entrada do Golf têm o mesmo 1.0 turbo usado pelo Up! TSI no Brasil. No hatch médio, ele rende 116 cv. Dá um bom fôlego, mas alguns afirmam que nada se compara a um bloco 1.8 aspirado e chipado…

Ford 2.0 Hybrid Atkinson 190 cv

O Fusion híbrido é equipado com dois motores, um motor propulsor a gasolina e um motor elétrico a bateria acoplado a um gerador. Apesar do peso da carroceria, o carro anda bem, por outro lado entusiasta de verdade não se preocupa com economia de combustível. E vai falar de poluir o meio ambiente para um rodder ‘Raíz’ que idolatra big blocks… Carro híbrido é, definitivamente, ‘Nutella’.

Volvo XC90 – 2.0

O bloco que equipa esse “jamantão” é o 2.0 de quatro cilindros (um motor pequeno comparado ao peso do carro – 2.125 kg sem os ocupantes). Para garantir mais “diversão” ajudam o turbo e o compressor mecânico, rendendo 320 cv. Apesar da potência, um quatro cilindros sempre será um quatro cilindros com ‘Nutella’.

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Bruno Bocchini
Jornalista e fotógrafo. Foi vencedor de três prêmios, o Fórum de Comunicação, FOCO, edição 2008, pela categoria melhor artigo sobre consumismo, vencedor do Centenário de Morte Machado de Assis (do mesmo ano) com reportagem especial que retratou a vida e a obra do escritor e selecionado pelo Festival Internacional Paraty em Foco em 2014. Também atuou como pesquisador do Departamento de Ordem Política e Social, o DOPS, pela Universidade de São Paulo e, além de desenvolver ensaios e pesquisas fotográficas, atua há seis anos como jornalista em revistas especializadas e portais sobre o setor automotivo. Foi repórter e editor-adjunto das revistas Hot Rods e Car Stereo e editor online de Moto Adventure.

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