O brasileiro Carlos Ghosn, além de estar no controle da Renault, Nissan e de suas subsidiárias, terá uma nova missão daqui para a frente: a presidência da Mitsubishi. Após o escândalo de emissões da marca dos três diamantes, semelhante ao Dieselgate da Volkswagen, a Mitsubishi entrou em maus lençóis e hoje, oficialmente, vendeu 34% de suas ações para o grupo Renault-Nissan.

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2017 Nissan Sentra SR Turbo

Com a negociação feita, o grupo Renault-Nissan passa a ser o maior acionista da Mitsubishi e, juntos, deverão vender 10 milhões de carros até o fim do ano fiscal de 2016. A transação teve custo aproximado de US$ 2,3 bilhões (R$ 7,25 bilhões). Carlos Ghosn já havia anunciado que a Mitsubishi manterá sua independência e imagem própria, mas compartilhará tecnologia com suas novas irmãs.

Renault Mégane Sedan 2017 [11]

“A combinação da Nissan, Mitsubishi e Renault criará uma nova força no mercado global de carros. Seremos um dos três maiores grupos automotivos do mundo, com a economia de escala, avanço nas tecnologias e capacidade de manufatura para produzir veículos que atendam a demanda dos consumidores em cada segmento do mercado e em cada mercado ao redor do mundo”, diz Carlos Ghosn, CEO do grupo Renault-Nissan e presidente da Mitsubishi. “Estamos comprometidos em auxiliar a Mitsubishi a reconstruir a confiança dos consumidores. Isso é a nossa prioridade enquanto criamos sinergias e ampliamos nossa relação.”

Mitsubishi ASX [1]

Carlos Ghosn levará da Nissan para a Mitsubishi, Hitoshi Kawaguci, líder global de assuntos externos e chefe de sustentabilidade, Hiroshi Karube, gestor global de ativos e controlador mundial e Mitsuhiko Yamashita, representante da Nissan no painel de executivos da Mitsubishi.

Mitsubishi Lancer [2]

Resta saber o que este novo grupo reserva para o Brasil, já que aqui a Mitsubishi é representada pelo Grupo Souza Ramos (que também detém a representação da Suzuki) e atual de maneira semi-independente da Mitsubishi global. As operações do grupo Renault-Nissan no Brasil também abrangerão a Mitsubishi do Brasil e como esta parceria afetará o grupo Souza Ramos?