Apesar de já ter dado adeus às linhas de produção em todo mundo (o Brasil foi o último país a fabricar o modelo), a Volkswagen Kombi ainda é figura comum, especialmente em aplicações profissionais. O carro, entretanto, é alvo comum das mais variadas transformações em todo mundo, sejam estéticas ou mecânicas.

O que dizer, então, de uma Kombi transformada em carro de arrancadas? Foi o que o francês Pascal Amodru fez com uma unidade de 1967 do utilitário em sua versão de teto alto. Chamada de “Wind Split”, essa Kombi demorou dez anos para ser preparada.

Siga o AUTOPOLIS no Facebook
Leia mais notícias curiosas

As modificações, entretanto, não substituíram todos os componentes do modelo original e isso fica claro no vídeo abaixo, dada a dificuldade de se andar com o veículo em linha reta – pelo visto, a tradicional “folga” na direção se manteve. O ponto mais interessante, certamente, está no motor, que foi substituído.

Com isso, saiu de cena a unidade original, um motor 1,5 litro de quatro cilindros opostos e 50 cv, para dar lugar ao propulsor da geração seguinte do carro – que não foi vendida no Brasil. No caso, trata-se de um motor de 2,3 litros e quatro cilindros opostos, originalmente com 72 cv. Modificações nos cilindros e a adoção de componentes de competição levaram a potência para 233 cv. O número, que já é interessante, fica ainda melhor devido a um sistema de óxido nitroso que, quando ativado, faz o motor render 334 cv.

O vídeo abaixo mostra a Kombi em ação durante um evento italiano de arrancadas chamado Hills Race, realizado em 2014 e dedicado a modelos norte-americanos e Volkswagen com motores a ar. Na ocasião, o utilitário modificado cumpriu o quarto de milha (402 metros) em 12,1 segundos, com velocidade máxima de 180 km/h. Confira: