A Internet está cada vez mais presente nos automóveis, principalmente por agregar mais recursos aos sistemas de info-entretenimento como ouvir músicas on-line, fazer buscas no Google e muitas outras funcionalidades. A maioria dos clientes está satisfeita com isso, se esquecendo que o acesso à rede mundial de computadores tornam os veículos vulneráveis a ataques de hackers, assim como ocorre com os aparelhos domésticos. A Agência de Pesquisas e Projetos Avançados do Departamento de Defesa dos EUA (Darpa) realizou testes com um Chevrolet Impala e, não só comprovou essa possibilidade, como mostrou o quanto ela é fácil.

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Os detalhes exatos sobre como o procedimento transcorreu não foram dados, mas de acordo com uma reportagem da rede norte-americana de televisão CBS, os engenheiros da Darpa conseguiram se conectar ao sistema OnStar de um Impala através da Internet, transmitido um pacote de dados estranho que confundiu o sistema e conseguiu inserir um código malicioso lá. Com ele, um hacker poderia então reprogramar certas funções da ECU (central eletrônica do carro) e brincar com o veículo como se fosse um brinquedo rádio controlado.

Usando um laptop, foi possível controlar o limpador de para-brisas, buzina, acelerador e até mesmo os freios, mostrando o quão insegura a “Internet das coisas” pode ser.

O termo refere-se a todos os objetos que se conectam à Internet sem ter certeza que eles podem ser adequadamente protegidos contra ataques. Aparelhos como home theaters, aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e até mesmo semáforos poderiam ser comandados à distância.

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Como os carros modernos são controlados pelas mesmas tecnologias de um computador doméstico, tornam-se vulneráveis a ataques. Em 2013, por exemplo, os especialistas em segurança Charlie Miller e Chris Balasek, conseguiram fazer isso utilizando um pequeno dispositivo conectado à uma porta de diagnóstico do carro (OBD), que também lhes permitiu dirigir o carro usando um laptop.

As invasões são mais fáceis do que parecem e os cientistas salientam que tais experimentos devem ser vistos como alertas. Para eles, um grupo terrorista poderia levar uma bomba até o alvo sem necessidade de um condutor suicida.

Os mesmos especialistas que realizaram os experimentos também sugeriram um dispositivo que poderia impedir as invasões. Ligado à porta OBD, sua principal tarefa seria ler continuamente o tráfego de dados e aprender os padrões. No caso de algo ou alguém tentando interferir, o sistema aciona o alarme e desliga os sistemas que podem ser hackeados, colocando o carro numa espécie de “modo de segurança” para evitar quaisquer riscos aos passageiros após um ataque de hackers.