Após uma primeira aparição no Salão do Automóvel de São Paulo de 2016 e uma detalhada apresentação para a imprensa especializada na fábrica de Sumaré, finalmente foi possível fazer um teste ao volante do novo Honda WR-V, que se mostrou robusto e bom de dirigir. O modelo chega aos concessionários da marca no final de março custando R$79.400 na versão EX e R$ 83.400 na EXL, ambas equipadas com motor 1.5 flex e transmissão automática continuamente variável (CVT).

Conforme você já conferiu em AUTOPOLIS, a Honda fez um extenso trabalho de engenharia para transformar o WR-V num SUV compacto legítimo, com identidade própria e distante do Fit, modelo do qual se origina. Definitivamente, é um equívoco considerar o WR-V um Fit “aventureiro”, com suspensão elevada e alguns adereços estéticos.

Além do redesenho da frente e da traseira, o que lhe conferiu um visual diferenciado e mais parrudo, o WR-V incorporou uma série de mudanças mecânicas, abrangendo um conjunto de componentes exclusivos, como subchassis dianteiro e traseiro, braços de suspensão, amortecedores, barras estabilizadoras e pneus – alguns dos quais compartilhados com o HR-V -, todos desenvolvidos para reforçar sua robustez e aptidões para transpor pisos castigados. Além de mais alto, característica mais evidente, o novo SUV compacto da Honda ganhou distância entre-eixos e bitolas maiores, favorecendo a estabilidade e capacidade de avançar sobre buracos e desníveis diversos.

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Tudo na prática

Mas, afinal, qual o efeito prático de todas essas mudanças? Para responder a essa pergunta, AUTOPOLIS esteve presente no test-drive promovido pela fábrica em Foz do Iguaçu (PR) e percorreu bons quilômetros ao volante do novo Honda.

Num primeiro momento, apesar do acabamento diferenciado e do painel levemente modificado, é impossível não associar o WR-V ao Fit. As diferenças entre ambos, contudo, ficam claras nos primeiros quilômetros rodados.

O WR-V possui um ajuste de suspensão agradável, nem duro nem macio, que deixou o carro firme sem comprometer o conforto. Nas curvas, apesar da maior altura, a carroceria se inclina pouco e transmite segurança. Para isso, contribui também a direção de respostas rápidas e com assistência elétrica que atua na medida certa.

Nos trechos com pisos mais precários, de terra ou com asfalto ruim, rodou com conforto e sem solavancos, batidas secas ou oscilações da carroceria. No trânsito urbano e na estrada, revelou boa agilidade e velocidade, mostrando que o motor 1.5 flex de 115/116cv (gasolina/etanol), combinado com a transmissão CVT, é adequado à proposta do carro.

Assim como no Fit, o WR-V acomoda bem até quatro ocupantes de maior estatura. Os passageiros do banco de trás, mesmo com os bancos dianteiros bastante recuados, dispõem de um bom espaço para as pernas. Outra característica herdada do Fit são os bancos com diversos ajustes, que permitem varias combinações para levar passageiros e bagagem.

Vale a pena?

O Honda WR-V é um carro bom de dirigir, superando, em muitos aspectos, o Fit que lhe deu origem. É um carro robusto e bem desenvolvido, passando longe de ser apenas mais uma aventureiro cheio de estilo com suspensão elevada.

Tem potencial para estabelecer um novo padrão dentro do segmento dos SUVs compactos, em sua maioria, versões modificadas de hatchbacks convencionais. Além disso, é nítido o foco da marca em avançar sobre alguns concorrentes já bem estabelecidos, como o Ford Ecosport.

Quanto aos preços, dentro da linha Honda o WR-V se encaixa em um vão estratégico acima do Fit e abaixo do HR-V. Custando a partir de R$ 79.400, todas as versões trazem de série câmbio automático, direção elétrica, ar-condicionado, câmera de ré, sistema de áudio com bluetooth, banco do motorista com ajuste de altura, volante revestido em couro com ajustes de altura e profundidade, para-brisa degradê e rack no teto. A topo de linha EXL oferece ainda sistema multimídia com conexão “wi-fi” e navegador. Na lista de itens de segurança estão presentes os airbags frontais e laterais (laterais de cortina na EXL), cinto de segurança de três pontos para o passageiro central do banco traseiro, sistema ISOFIX de fixação de cadeirinhas infantis, além de freios ABS com EBD (que reforça a frenagem em situações de emergência).

Olhando para a concorrência, o WR-V entra numa faixa que inclui Ford EcoSport (a partir de R$ 68.690 equipado com motor 1.6 flex e câmbio manual), Renault Duster (com preço inicial de R$ 69.200 com motor 1.6 e câmbio manual) e Jeep Renegade Sport (parte de R$ 80.790 com motor 1.8 e câmbio manual). Por suas características e preço, fica um degrau acima dos hatches aventureiros Volkswagen CrossFox (R$ 68.790) e Renault Sadero Stepway (R$58.220)

O Honda WR-V traz a já consagrada precisão da marca em fazer carros bem acertados e bons de dirigir. É robusto e tem um extenso trabalho de engenharia por trás das modificações que lhe deram atributos fora de estrada. Se comparado com concorrentes de outras marcas, oferece um bom pacote de itens de série a um preço proporcionalmente equivalente. Se você está em busca de seu primeiro SUV e não quer (ou não pode) ter um modelo grande, o WR-V pode ser uma boa pedida.

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