Conforme você já conferiu em uma prévia publicada em Autopolis, a Mitsubishi L200 Triton Sport 2017 chegou totalmente reformulada e, ao contrário de seu modelo antecessor, possui formas e linhas bem mais chamativas.

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Só de entrarmos na nova picape, as diferenças já são percebidas. O espaço reduzido que tínhamos na altura dos ombros na geração anterior já não existe mais, a largura foi aumentada nos dando uma sensação maior de conforto, também os bancos traseiros possuem agora uma altura maior, que também agrega e muito no conforto dos passageiros situados no banco de trás. O painel, nas cores preto e cinza, é de muito bom gosto e nos faz acreditar que estamos dentro de um sedã ou SUV. A central de multi-mídia é envolvida por uma moldura no padrão “black piano”. As saídas do ar-condicionado e os frisos do manete do cambio são nas cores prata. Em movimento, o bom trabalho de isolamento acústico promovido pela marca é facilmente notado.

A nova versão da picape da Mitsubishi traz consigo um sistema de tração bem completo e conta com quatro modos de funcionamento: 2H (tração somente traseira), 4H (tração 4×4 sem bloqueio do diferencial), 4HLc (tração 4×4 com bloqueio do diferencial) e 4LLc (tração 4×4 reduzida com bloqueio de diferencial). Todas essas possibilidades realmente ajudam quando se trata de uma picape com capacidade de carga de um pouco mais de uma tonelada.

Mitsubishi L200 Triton Sport [7]

As três impressões que ficam

Durante seu lançamento pudemos avaliar a versão Triton Sport HPE Top, equipada com o novo motor 2.4 turbodiesel, com 190 cv e 43,8 kgfm de torque, em três etapas.

Na primeira, que aconteceu no autódromo Velo Cittá, em Mogi-Guaçu (SP), foi em circuito de asfaltado, onde pudemos analisar todos os sensores e controles auxiliares trabalhando em conjunto. Foram experimentadas várias situações de risco, colocando à prova o funcionamento o controle de tração, que distribui o torque entre as rodas possibilitando manter o veículo sobre controle, mesmo contornando curvas com a caçamba vazia e em maior velocidade.

Ainda dentro da pista pudemos analisar a eficiência do ABS e alguns recursos adicionais interessantes, como o que prioriza a frenagem caso o condutor pise ao mesmo tempo nos pedais do freio e do acelerador. Mesmo que o pedal do acelerador continue sendo acionado juntamente com o freio, seu acionamento é ignorado pelo sistema.

Na fase seguinte, partimos para um circuito de terra onde pudéssemos por à prova os atributos off-road da nova L200. O primeiro ponto positivo vai para o bom ângulo de esterço das rodas e o sistema de direção leve e rápido, permitindo manobrar com facilidade tanto no piso acidentado de uma estrada enlameada, como dentro da cidade para estacionar ou entrar nos estreitos corredores de um “drive-thru”.

Mitsubishi L200 Triton Sport [3]

Em subidas, mesmo as mais íngremes, o assistente de partida em rampa (HSA) atua com eficiência, mesmo no lodo escorregadio. Durante o teste na estrada de terra, realizamos uma parada em meio a um aclive forte e, mesmo assim, a picape arrancou sem dificuldades. E já que o assunto é subida, os ângulos de entrada e saída de 30° e 22°, respectivamente, ajudam na transposição de obstáculos.

Alguns itens, contudo, foram esquecidos pela marca, como o alerta de colisão frontal e o assistente de permanência em faixa de rodagem, presentes em outras picapes do segmento.

A suspensão absorve bastante as imperfeições do solo, proporcionando bom nível de conforto aos ocupantes, o que ajuda na sensação de estar conduzindo um carro de passeio.

A nova Triton Sport conta também com defletores de água, cuja função é minimizar os respingos no para-brisa, quando o veículo transpõe uma área alagada, impedindo que isso possa prejudicar a visão do motorista.

Na nova Mitsubishi L200 Triton Sportos ângulos de entrada e saída de 30° e 22°, respectivamente, ajudam na transposição de obstáculos.

Um ponto negativo é que a picape não conta com assistente de descida, item comum na concorrência, e que é de grande ajuda em descidas íngremes e escorregadias. Ainda que se possa recorrer ao freio motor, colocando manualmente em primeira marcha, o efeito não é o mesmo de um dispositivo auxiliar eletrônico. Por se tratar de uma nova geração, era esperado que a nova L200 contasse com o recurso.

A terceira fase, e final, foi em percurso rodoviário, entre o autódromo e a cidade de São João da Boa Vista (SP), totalizando um pouco mais de 85 km, ida e volta. Nessas condições, fora do ambiente controlado da pista, pudemos novamente analisar a atuação dos auxiliares eletrônicos, que permitiram uma viagem segura e com a sensação de “carro na mão”.

Apesar dos 190 cv de potência e 43,8 kgfm de torque proporcionados pelo novo motor 2.4 turbodiesel, as acelerações não impressionam. Nas ultrapassagens e retomadas a picape custa a embalar e o ruído no interior da cabine torna-se mais evidente. Mesmo em situações normais, pelo câmbio automático possuir apenas cinco marchas, o ruído interno também não é dos melhores, pois a rotação do motor permanece alta e, consequentemente, o consumo de combustível também não é reduzido.

Mitsubishi L200 Triton Sport [4]

Conclusão

A nova geração da L200 Triton Sport chega ao mercado para encarar uma concorrência também renovada, como a Ford Ranger, Toyota Hilux e a líder Chevrolet S10. Há ainda as novas médias compactas, Renault Oroch e Fiat Toro, que mal chegaram e já começaram a incomodar o mercado das irmãs maiores.

A picape da Mitsubishi traz na caçamba a boa reputação da marca japonesa no fora de estrada e um bom pacote de itens de segurança, conforto e dirigibilidade. A L200 Triton Sport é começa a ser vendioda no início de outubro em três versões: L200 Triton Sport HPE Top (R$ 174.990), L200 Triton Sport HPE (R$ 164.990) e L200 Triton Sport GLS (R$ 131.990).