“O dia da virada da Nissan no Brasil chegou”. Foram essas as palavras de Ronaldo Znidarsis, vice-presidente de vendas e marketing da Nissan do Brasil, durante a coletiva de apresentação mundial do Nissan Kicks. Totalmente desenvolvido por aqui, ele será o responsável pela pretendida revolução da marca no país.

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Para reafirmar seu compromisso, a Nissan escolheu o Brasil para ser o primeiro mercado a receber o Kicks. Mais do que isso, a divulgação está a todo vapor: além de propagandas em horário nobre com artistas globais, o SUV acompanha o revezamento da tocha olímpica por 328 cidades brasileiras, percorrendo aproximadamente 20.000 km em 95 dias e será um dos carros disponíveis para transporte de delegações, atletas e executivos durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A ambição, porém, faz sentido. O Kicks promete mudar completamente o rumo do segmento dos SUVs no Brasil.

Por enquanto é só…

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Inicialmente, o modelo será comercializado apenas na versão topo de linha “SL”, em pré-venda pela web por R$ 89.990 e sinal de R$ 5.000. As demais só devem chegar por aqui em 2017, quando o Kicks passará a ser fabricado em Resende (RJ). Especula-se preços a partir de R$ 65 mil para a versão de entrada com câmbio manual. Mais uma vez, o japonês sai na frente com os preços de revisões até 60.000 km: R$ 2.184 no total.

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Independentemente da versão, o SUV leva a nova geração do motor 1.6 16V, com 114 cv e 15,5 kgfm de torque quando abastecido com etanol. A atualização foi necessária para que o motor pudesse se adequar ao porte do Kicks, uma vez que é o mesmo responsável por empurrar os compactos March e Versa.

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Aliado a isso, o Kicks estreia a nova versão do câmbio X-Tronic CVT, com sistema “D-Step” (simulador de troca de marchas) e modo “Sport”, onde a promessa é proporcionar o melhor desempenho em ultrapassagens e ladeiras. Mote dos compactos citados acima, que também ganharam esse tipo de transmissão, o CVT promete maior eficiência energética. De acordo com a Nissan, quando abastecido com etanol, o consumo é de 8,1/11 km/l em ciclo urbano/rodoviário. Esses valores mudam para 9,6/14 km/l (urbano/rodoviário) quando abastecido com gasolina. Com essas marcas, a Nissan coloca no mercado o modelo mais econômico da categoria.

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Vida a bordo

Mas não é só de consumo e preço que o Nissan Kicks viverá. Durante a apresentação do Kicks, rodamos, em circuitos urbanos e rodoviários, cerca de 200 km pelo interior de São Paulo. De cara, se destacam a boa possição de dirigir e a agilidade do modelo. Vale lembrar que o Kicks passa a ser — além do mais econômico — o mais leve da categoria.

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Ao rodar pela cidade, o Kicks apresenta o conforto e a praticidade de um carro tipicamente japonês. O espaço interno é bom para os ocupantes, mas os que vão no banco traseiro ficam ainda mais confortáveis — é possível levar, sem aperto, até três pessoas atrás. Além disso, o porta-malas também é grande: são 432 litros. Os bancos herdam uma tecnologia vinda do sedã grande Altima, desenvolvida pela NASA e batizada de Gravidade Zero, que adequa o estofado ao corpo do passageiro.

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No acabamento, a qualidade dos materiais é boa e há encaixes precisos, mas não espere por superfícies emborrachadas como no Jeep Renegade. Apesar de não incomodar pela aparência, os plásticos utilizados (em larga escala, diga-se de passagem) são rígidos. Apenas a porção central, com revestimento em couro, tem toque macio. Se o acabamento não é referência, o Kicks mostra suas armas na tecnologia embarcada. São duas telas TFT de 7 polegadas. Uma, instalada no centro do painel, é sensível ao toque e representa o sistema multimídia e mostra as imagens do esquema de visualização 360º, composto por quatro câmeras ao redor do veículo. A outra está no quadro de instumentos, ao lado do velocímetro analógico. Nela é possivel configurar todas as funcionalidades do Kicks, desde o sistema GPS, até as configurações técnicas do veículo — além de dados de consumo, quilômetros rodados, autonomia, entre outros. Ar-condicionado digital, sensores de estacionamento, partida do motor por botão, seis airbags, ISOFIX, direção elétrica e leds diurnos estão presentes no pacote da versão SL.

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Em movimento, a relação entre motor e câmbio parece um pouco confusa em baixas velocidades, apresentando ruídos acentuados. Por outro lado, a 120 km/h o motor se mantém a cerca de 2.000 rpm, proporcionando, além da economia de combustível, um bom nível de silêncio na cabine. O conforto é reforçado pelos pneus 205/55 R17 e pelo bom acerto de suspensão, com eixo de torção na traseira e independente McPherson com barra estabilizadora na dianteira.

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Fechando as pricipais novidades, o Kicks vem carregado de tecnologias que ajudam no dia-a-dia, como os sistemas eletrônicos de Controle Dinâmico de Chassi, Controle Dinâmico em Curvas, Estabilizador Ativo de Carroceria e o Controle Dinâminco de Freio Motor. São sistemas que entendem seu trajeto e se adaptam à sua maneira de dirigir. O Controle Dinâmico em Curvas, por exemplo, controla o movimento da carroceria entregando mais segurança em curvas ou trocas de faixas através de sensores.

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Pode peitar!

À Nissan, damos os parabéns pelo produto. Ao Nissan Kicks damos as boas vindas e à concorrência desejamos boa sorte. O Kicks chega peitando seus adversários e as chances de conseguir vencer a disputa é grande. Com bons níveis de mecânica, espaço interno, conforto a bordo, performance, consumo e, claro, preço competitivo, esse simpático japonês promete ser figurinha carimbada pelas ruas brasileiras