Em 2012, ainda na crista da onda dos aventureiros de suspensão elevada, a Honda surpreendeu ao apresentar o Fit Twist, sem qualquer mudança mecânica em relação às demais versões, diferenciando-se apenas pelo visual mais esportivo. Com a chegada da terceira geração do monovolume, o mercado esperava que o “erro” fosse corrigido, contudo, o fabricante japonês foi além e respondeu com um novo SUV compacto, o WR-V.

Previsto para chegar aos concessionários da marca em março, com preço estimado entre R$ 69 mil e R$ 85 mil, o novo utilitário esportivo da Honda, embora tenha sua origem no Fit, é um outro carro, com visual e características mecânicas exclusivos. Desenvolvido pela equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda Automóveis do Brasil, o WR-V completa uma linha que já traz os consagrados HR-V e CR-V.

Visualmente, a frente elevada, com desenho mais robusto e faróis com luzes diurnas em LEDs, dá personalidade própria ao carro e funciona como um bom cartão de visitas, agradando de forma quase unânime. A traseira, que adota linhas mais horizontais, com direito a uma extensão das lanternas na tampa do porta-malas e à realocação da placa para uma posição mais baixa, poder gerar alguma controvérsia. Fato é que as mudanças atingem seu objetivo de distanciar o WR-V do Fit.

O distanciamento exterior não se repete portas adentro: internamente o WR-V repete o Fit em quase tudo, salvo por algumas diferenças de acabamento, como a adoção de tecidos exclusivos no revestindo dos bancos e dos painéis das portas. São duas combinações de cores do revestimento navalhado: preto e prata ou preto e laranja.

“Recreacional e Cativante”

Segundo a Honda, WR-V significa “Winsome Runabout Vehicle”, ou veículo recreacional e cativante. Para fazer jus ao nome, a marca tratou de fazer mudanças extensas nas suspensões e subchassi dianteiro. Nessas áreas não há nenhuma peça em comum com o Fit e todo trabalho da engenharia se concentrou em dar mais robustez ao conjunto, ao invés de simplesmente aumentar o vão livre em relação o solo.

Na dianteira, o subchassi possui pontos de ancoragem e buchas mais robustos, a barra estabilizadora é mais espessa (26 mm ao invés dos 23 mm do Fit), os braços de suspensão são mais longos e a caixa de direção traz um ponto a mais de fixação e buchas de borracha para filtrar melhor as vibrações. Na traseira há um novo eixo de torção, mais robusto, semelhante ao que é usado no HR-V. As rodas são de 16 polegadas, calçadas com pneus 195/60.

O resultado de todas essas mudanças é que o WR-V oferece 17,9 cm de vão livre do solo e ângulos de ataque e saída de 21º e 33º, respectivamente. O entre-eixos é de 2,55 m e as bitolas dianteira e traseira estão maiores em relação ao Fit.

O motor é o mesmo 1.5 flex de 116 cv e 15,3 kgfm de torque à 4.800 (etanol) do Fit, que virá acoplado a uma transmissão automática do tipo CVT (continuamente variável). Com relação peso-potência semelhantes à do HR-V, o WR-V deverá ser um carro ágil.

Com isso tudo, segundo a Honda, o WR-V incorpora maior capacidade de superar pisos castigados sem comprometer a dirigibilidade. Mas só teremos a oportunidade de comprovar isso em março, quando o fabricante oferecerá a primeira experiência ao volante de seu novo SUV à imprensa especializada. Até lá, ao menos a expectativa, é positiva.

  • de Sumaré-SP, a convite da Honda Automóveis do Brasil

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