Foram 26 anos de uma liderança de vendas praticamente inabalável do Volkswagen Gol. Esse cenário, entretanto, mudou em 2014. Sem o reforço do modelo “G4”, de geração anterior e com grande apelo entre os frotistas, o compacto da Volkswagen finalmente perdeu a liderança de vendas no mercado brasileiro. O algoz do VW foi o Fiat Palio que, 18 anos após ser lançado, finalmente cumpriu com a sua missão inicial: desbancar o Gol. Em 2014, o compacto da Fiat vendeu 183.744 unidades, contra 183.366 do Gol, de acordo com dados da Fenabrave. Mas o que você, caro leitor, conhece sobre o modelo além do fato de que ele foi o mais vendido do Brasil em 2014? Vamos então recapitular a história do compacto da Fiat.

Siga o AUTOPOLIS no Facebook
Leia mais notícias sobre a Fiat

Criado para substituir o Mille, na época ainda chamado por Uno, o Fiat Palio foi apresentado ao mercado brasileiro em 1996. De cara o modelo impressionou os consumidores por seu estilo moderno e soluções à frente da concorrência. As linhas arredondadas e detalhes como a lanterna traseira irregular que “invadia” a área dos vidros fez com que o hatch obtivesse mais sucesso que o esperado. Com isso, o Palio ganhou status de modelo mais caro do que o Uno, convivendo em harmonia com seu irmão mais velho até o final de 2013. O modelo foi o primeiro no Brasil a estar apto para adaptação para deficientes físicos.

fiat-palio-1996

No ano seguinte a seu lançamento, em 1997, o Palio passou a ser “pai de família” com a chegada do sedã Siena e da perua Palio Weekend, ambos com visual elegante, tipicamente italiano, que também não demoraram para cair no gosto do brasileiro. Em 1998 foi a vez da picape Strada, atual líder do segmento das picapes compactas.

fiat-palio-2001

Em 2001 veio a primeira reestilização da família Palio. Os modelos ganharam faróis e lanternas de lentes lisas e transparentes, ficando ainda mais modernos – apesar da crítica sobre a semelhança entre seus faróis com os do concorrente Gol G3. O estilo foi assinado pelo estúdio de design ItalDesign, de Giorgetto Giugiaro. Em 2004, o modelo passou por mais uma mudança estilística, esta a que recebe mais elogios até hoje – não por acaso, a versão Fire vendida atualmente ainda carrega o visual de dez anos atrás.

fiat-palio-2004

A quarta mudança veio em 2007, a mais criticada da história do compacto da Fiat pelo visual pouco inspirado. Alguns apontavam ainda que o modelo remetia aos carros chineses. O sedã Siena e a perua Palio Weekend ganharam artifícios para lembrarem os carros da Alfa Romeo, como lanternas horizontais e estreitas, que atribuíram certo ar de requinte. No entanto, o peso da idade já começava a aparecer – em especial no interior dos modelos, basicamente o mesmo desde a primeira geração, com desatualizadas saídas de ar instaladas em posição baixa.

fiat-palio-2007

Diante disso, em 2011, a Fiat apresentou uma geração totalmente nova para o Palio. Seu visual teve um salto de modernidade, ficando até certo ponto “descolado”. O interior abandonou o aspecto de anos 1990, aderindo à linhas arredondadas e soluções inteligentes de aproveitamento de espaço. Uma das mudanças mais notadas dizia respeito à dirigibilidade: a suspensão, tradicionalmente macia demais, deu lugar a um comportamento mais firme.

fiat-palio

No entanto, a segunda geração do hatch promoveu a emancipação de todos os outros membros da família: o antigo Siena virou Siena Fire, como opção de entrada; em seu lugar, vem o Grand Siena, com visual totalmente distinto; o Palio Weekend deixou de ser Palio e agora é chamado somente de Weekend, apenas aguardando a hora certa de se despedir do mercado; por fim, a Strada, é quem mais se destaca da antiga família, mas poderá perder parte de seu terreno para a nova picape média que será produzida pela Fiat.

Confira, abaixo, os principais destaques da história do modelo, desde seu lançamento, em 1996, até os dias atuais:

Infográfico-Palio-Tamanho-certo