Celebrando os 37 anos de seu campo e provas em Tatuí, a Ford realizou nesta terça-feira (18) o evento Ford Experience, no qual demonstrou como são realizados os testes pelos quais passam os veículos que fabrica, antes de serem homologados para comercialização.

Além dos protótipos, para aprimoramento de toda parte mecânica, estrutural e até de design, modelos de produção também são testados, para aperfeiçoamento e validação, antes de seguirem para venda.

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Os testes estáticos são realizados em laboratórios internos, enquanto, os de pista, são feitos nos diversos traçados do complexo, que somam 50 km de extensão total (dos quais apenas 10 km são asfaltados).

Uma das pistas possui trechos de alta e baixa velocidade, com curvas e inclinações acentuadas, como as que encontramos em estradas de serra. Em outra, há curvas e passagens de baixa velocidade, simulando condições de trânsito urbano. Testes especiais são realizados em segmentos cuja superfície é composta por pedras, paralelepípedo e áreas alagadas.

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As pistas não asfaltadas também contam com diversos tipos de superfícies e níveis de dificuldade. Veículos urbanos são submetidos a testes com pisos de cascalho e terra batida. Há trechos de curvas com irregularidades no solo, simulando condições reais que os veículos possma vir a enfrentar. Para os modelos fora de estrada, como os utilitários esportivos (incluindo o Troller T4) e picapes, há trechos diferentes com superfícies mais castigadas.

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Os testes estáticos são realizados em laboratórios específicos, nos quais são aferidos parâmetros como consumo de combustível, emissões de poluentes, evaporação de líquidos, níveis de desgaste, entre outros. Em um dos testes são simuladas condições de rodagem, com trocas constantes de marcha e acelerações programadas, seguindo uma espécie de circuito virtual desenhado em um gráfico. Durante as medições, os carros flex são abastecidos com misturas diferentes de combustível, podendo ser 100% de gasolina, 100% de etanol, ou inda, 50% para cada um. Os combustíveis são padronizados e misturados diretamente no campo de provas, para evitar irregularidades e contaminações que possam interferir nos resultados.

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O laboratório de qualidade sonora utiliza equipamentos de precisão e tecnologia de ponta (como o Oculus Rift) para detecção e estudo de ruídos do veículo. Barulhos incômodos, vindos de uma região específica do carro, são detectados pelos equipamentos e podem ser corrigidos durante a fase de protótipo. Por lá também são aferidos e estudados outros sons produzidos pelo veículo, como seta, avisos sonoros e até o ruido emitido pela batida da porta.

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Por fim, há o simulador estático de pistas, no qual o veículo é colocado sobre plataformas móveis que simulam as condições adversas de estradas e ruas. Neste teste é possível avaliar o funcionamento da suspensão e também o comportamento da carroceria quanto à sua torção. São simuladas superfícies severamente esburacadas, assim como lombadas e outros obstáculos, como valetas e as famosas “tartarugas”.