Membro da então família BX, a Volkswagen Parati começou a ser produzida em 1982. A ideia inicial era substituir a Variant, em franca decadência desde a chegada da Belina II. Com a nova station, a família BX ficaria completa, com Gol, Voyage, Parati e Saveiro.

Geração I – “A quadrada”

De cara, o modelo fez sucesso, sendo a mais vendida do seu segmento em 1984. Inicialmente tinha motor 1.5, porém, já em 1983, ela ganhou um propulsor 1.6 de 81 cv. O câmbio era manual de quatro marchas. Ainda em meados dos anos 1980, o motor 1.8 passaria a ser uma opção para a perua, assim como o câmbio de cinco marchas. 

Geração II – “A bola”

O modelo sofreu pequenas alterações estéticas até 1996, quando entrou em linha a segunda geração da Parati, baseada no Gol “Bolinha”. Com linhas arredondadas, essa geração também teve uma versão esportiva — a GTI 2000 16V de 145 cv — e, finalmente, a versão quatro portas. Também nesta mesma geração, estreou o motor 1.0 16V.

Geração III – “A G3”

Em 1999 o modelo recebeu um facelift, que acabou sendo considerado como uma terceira geração. O carro abandonava boa parte dos traços arredondados, ganhando vincos no capô e um conjunto óptico dianteiro mais reto. Essa geração também estreou um motor 1.0 16V Turbo, sendo a primeira Parati turbinada de série. Nessa mesma “encarnação”, uma pequena reestilização no ano de 2003 deixou a Parati mais europeia. Além de leves retoques na dianteira, a traseira foi totalmente redesenhada, claramente inspirada no Golf IV Variant que nunca chegou as ruas brasileiras.

Geração IV – “A Station mais jovem do país”

A quarta geração estreou em 2005. Tem o desenho menos inspirado de todas as gerações, em especial na dianteira. Como destaque, vale citar as séries especiais Track & Field e a Surf, que agregavam mais equipamentos ao carro. Paralelamente, o mercado de peruas entrava em declínio no Brasil. Com vendas em baixa e com a chegada da SpaceFox, a Parati teve o término da sua produção em junho de 2012.

Geração V e VI – “A melhor de todas…se existisse” 

Em 2008, já como linha 2009, surge a quinta geração do Gol, seguida pela ressurreição do Voyage e, mais tarde, a nova Saveiro, rumores na época apontavam que a Parati faria hora extra. Aos amantes do modelo, restou apenas o fato de se conformarem com o fim de um ícone e se contentar com os atuais SpaceFox e SpaceCross.

Foi pensando em casos como esse que o AUTOPOLIS criou esta seção, criando uma projeção de como seriam alguns modelos que já partiram desta para uma melhor. A escolhida para a estreia é justamente a Parati, imaginando como seria a ‘station’ nos dias de hoje. 

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Na frente, nada de novo, a pseudo-nova Parati 2015 manteria a tradição seguindo as linhas de seus irmãos Gol, Voyage e Saveiro. É na lateral que a perua começa a aparecer. Podemos mostrar, através da projeção, que o modelo teria porte para ser uma boa ‘station wagon’, tendo como base as atuais peruas da marca. 

Assim como aconteceu na reestilização da terceira geração, nos inspiramos claramente na atual geração do Golf Variant, e é na traseira que essa referência fica evidente. Repare que a “nova” Parati teria uma ampla tampa do porta-malas e para-choques baixo (típico das ‘station wagon’). As lanternas possuem elementos semelhantes da gama Volkswagen e invadem a tampa traseira, que também abriga a placa de identificação.

Contudo, nem tudo poderia ser Golf, pois aí não seria essencialmente uma Parati. Para conseguir esse resultado, tivemos que adaptar algumas soluções estéticas presentes no atual Voyage, como o vinco pronunciado no para-choques, logo abaixo das lanternas, além do vinco horizontal na tampa do porta-malas.

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Seria uma proposta interessante, porém inviável. Uma nova Parati não teria mais espaço em um nicho de mercado praticamente extinto. Mas acreditamos que, com essas projeções, damos a possibilidade aos amantes da ‘station’ mais famosa do Brasil, de sonhar mais um pouco.

As projeções que ilustram essa seção são fictícias.

 

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