Picapes pequenas são um segmento ainda muito procurado, embora esteja passando por um período sem grandes novidades. Temos visto coisas novas na linha Saveiro e algumas na Strada (que deverá passar por mais uma grande mudança em breve), mas nada muito além de motores e versões.

Trata-se de um mercado concorrido e que não aceita muito novos entrantes, como foi o caso da Peugeot Hoggar, que era baseada no 207. Exclusiva para o mercado brasileiro, a picadinha literalmente não emplacou e foi descontinuada pouco tempos depois de ser lançada. Ao que tudo indica, a marca francesa não quer mais saber desse segmento.

Dentro da Chevrolet, a história vem sendo escrita por uma sucessão de altos e baixos. Como sabemos, a atual Chevrolet Montana, derivada do finado Agile, nunca foi um grande sucesso de crítica, mas vende relativamente bem. Se resgatarmos a história das picadinhas da marca, podemos ver que a história de sucesso pode ser mantida, ou até reforçada. Vamos dar uma olhada:

Chevrolet Chevy 500

Se voltarmos aos anos 1980, assistiríamos ao lançamento do Chevrolet Chevy 500, que foi desenvolvida sobre a base do Chevette. Essa picadinha brigava com VW Saveiro, Fiat City e Ford Pampa. Durou até meados da década de 1990, quando chegou a Picape Corsa.

Picape Corsa

Em 1995 foi lançada a Picape Corsa, primeira variação do hatch para a linha brasileira. Maior, moderna e com forte apelo visual, a picapinha dava conta do trabalho e fez todos esquecerem rapidamente a já obsoleta Chevy 500. Na época, as concorrentes eram a VW Saveiro (na transição da primeira para a segunda geração), a Fiat Fiorino (que durou até 1998, com a chegada da Strada) e a Ford Courier, derivada do Fiesta.

Chevrolet Montana

Em 2003, com a chegada da nova geração do Corsa, a Chevrolet inovou e decidiu dar identidade própria à picape derivada do hatch. Daí surgiu o conceito Sabiá, uma picape parruda que logo chegou ao mercado como Chevrolet Montana. Se a picape Corsa tinha seu público fiel, a Montana teria tudo para continuar esse sucesso. E assim foi: embora a Montana nunca tenha chegado ao primeiro lugar em vendas, tinha uma clientela cativa dentre aqueles que usavam o carro para trabalhar e também entre os jovens, que se ligaram na versão Sport.

O fim da “Era Corsa”

Com a saída da linha Corsa de produção, ficaria muito caro continuar produzindo apenas sua versão utilitária. Diante disso, a GM desenvolveu uma nova picape compacta, derivada do Agile, mas mantendo o consagrado nome Montana. O modelo continua na ativa e atualmente ocupa um bom 7º lugar entre os comerciais leves mais vendidos no Brasil segundo a Fenabrave, mas não consegue fazer frente à VW Saveiro e Fiat Strada, que já venderam mais de 27 mil unidades neste ano.

E SE… A “MONTANA DO AUTOPOLIS”

Imaginando que a “Montana/Agile” não vai durar pra sempre, resolvemos imaginar como seria uma nova Montana, mais especificamente na versão Sport, mas agora baseada na linha Onix/Prisma. Da coluna B para trás, temos uma picape com lanternas verticais e uma tampa grande, para facilitar o acesso de carga. Na lateral da caçamba, vemos o vinco característico que acompanha o modelo desde o lançamento da primeira Montana e que deixa a traseira com aspecto mais volumoso. Logicamente, não esquecemos também do “step side”, aquele degrau de plástico lateral bem característico da picape, que esteou no inicio dos anos 2000.

O que achou? Será que seria uma boa briga?
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