Nesta sexta-feira 20 de janeiro milhares de fãs celebram o Dia Nacional do Fusca, automóvel que é considerado um dos mais importantes e carismáticos da história. Com mais de 21 milhões de unidades produzidas em todo o mundo, o Fusca tornou-se um ícone, amado por milhões de pessoas e com formas reconhecidas em todos os lugares.

O modelo saiu da linha de produção na Alemanha pouco depois do primeiro Natal após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. No Brasil, foi com ele que a Volkswagen iniciou suas operações, em 1953 – o modelo era montado em um galpão no bairro do Ipiranga. Seu motor tinha 1.200 cm³.

A partir de 1959 começou a ser fabricado no País, já na unidade Anchieta, até 1986. Sua produção foi retomada em 1993 e durou até 1996. Ao longo de toda a sua história, o Fusca teve mais de 3,1 milhões de unidades vendidas no Brasil.

Durante esse período o Volkswagen Sedan teve versões com motor de 1.300 cm³ (a partir de 1967, com 45 cv brutos), 1.500 cm³ (introduzido em 1970, com 52 cv brutos, o que lhe rendeu o apelido de Fuscão) e 1.600 cm³ (em 1974, com dupla carburação, que rendia 65 cv brutos). O câmbio foi sempre manual de quatro marchas. O modelo teve também várias reestilizações e séries especiais, como a Prata, de 1979.

Do original Volkswagen Sedan, o nome foi oficialmente substituído por Fusca em 1983. Em 1984, o modelo ganhou freios a disco na dianteira e passou a ser produzido apenas na versão 1.600 – no ano seguinte receberia versão 1.600 movida a etanol.

A combinação de baixo custo de aquisição e manutenção com uma resistência capaz de afrontar os caminhos e condições de uso mais difíceis transformou logo o pequeno Volkswagen em ponta de lança da motorização do Brasil. Mais de uma geração de motoristas brasileiros aprendeu a dirigir em um Fusca e optou por ele ao adquirir seu primeiro carro.

De importado a brasileiro

Os primeiros Volkswagen Sedan, fabricados na Alemanha, chegaram ao Brasil em 1950. Pequeno, com motor traseiro refrigerado a ar e um design totalmente diferente do tradicional à época, quando as ruas eram dominadas por grandes sedãs, o carro chamava a atenção por onde passava. Sua capacidade de transportar até cinco pessoas, baixo consumo de combustível e resistência mecânica logo começaram a conquistar consumidores.

O modelo da Volkswagen começou a ser montado no país, com componentes importados, já em 1953. A produção no Brasil começou em 1959, na primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, em São Bernardo do Campo.

A história do Fusca no Brasil tem uma particularidade: o retorno da fabricação em 1993, sete anos após sua paralisação, em 1986. A pedido do então presidente da República, Itamar Franco, o carro voltou a ser produzido, em uma versão movida exclusivamente a etanol, e parou de ser fabricado em 1996.

O Fusca foi o carro mais vendido no Brasil por 24 anos consecutivos, marca que foi superada apenas em 2011, por outro modelo Volkswagen: o Gol, líder do mercado por 27 anos.

Internacionalmente, o Fusca continuou a ser fabricado no México – onde é conhecido como “Vocho” – até 2003.

Em 1998 a Volkswagen reviveu, ao menos na imagem, o Fusca clássico, batizado oficialmente de new Beetle O modelo conquistou imediatamente um grande número de fãs, alcançando mais de 1 milhão de unidades vendidas até 2010.

Em 2012, foi a vez do Novo Fusca chegar ao Brasil, com linhas mais modernas e esportivas. O modelo é equipado com o motor 2.0 TSI de 211 cv. O torque máximo, 280 Nm, é atingido já a partir de 1.700 rpm. Com câmbio DSG de dupla embreagem, o Fusca 2.0 TSI tem velocidade máxima de 224 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos.

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