Pode soar estranho, mas um dia a Fiat já esteve presente no concorrido mercado de sedãs executivos e não foi com alguma de suas subsidiárias. Lançado em 1985 para substituir o Argenta, o Fiat Croma era fruto de um projeto que rendeu ainda mais três modelos: Alfa Romeo 164, Lancia Thema e o Saab 9000. Porém tanto o Croma quanto o Saab 9000 se destacavam no segmento por serem liftbacks, espécie de misto entre sedã e hatch.

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Ele foi projetado por Giorgeto Giurgiaro e contava com linhas evidentemente semelhantes ao Uno, quase como um Premio tamanho G. A traseira, no entanto, tinha personalidade própria, graças a ligação entre a tampa do porta-malas com o vidro. As lanternas tinham desenho simplório quadrado. Em 1988 ele recebeu novos para-choques envolventes, semelhantes ao Tempra.

Contudo, foi em 1991 que o Croma se aproximou ainda mais do sedã médio da Fiat. Os faróis ficaram mais finos e a grade ganhou aberturas ao lado do logotipo. A traseira também estava mais refinada, graças aos prolongamentos das lanternas que ganharam lentes fumê. Por dentro as linhas ficaram mais arredondadas e o volante passava a ser o mesmo do Uno vendido no Brasil.

 Fiat Croma Turbo i.e.  1989–91

O Fiat Croma contou com diversas motorizações ao longo de sua vida, indo de motores conhecidos no Brasil como o 2.0 i.e. usado no Tempra, em variantes turbo e 16 válvulas. Havia também um motor V6 2.4 de 160 cv vindo diretamente do irmão de plataforma Alfa Romeo 164. Haviam versões a diesel também, indo do fraco 2.0 turbo de 94 cv ao 2.5 TDE de 105 cv.

 Fiat Croma  1991-1993

O ano de 1996 foi marcado pela descontinuação do Croma e o abandono do segmento de modelos executivos por parte da Fiat. O Marea foi considerado sucessor do Croma, porém o novo modelo era, na verdade, um sedã médio e não poderia abranger os compradores do Croma. Nove anos depois, mais precisamente em 2005 a Fiat volta a investir neste concorrido mercado com uma nova proposta com a Croma. Espera um pouco, até agora vocês o chamaram de o Croma, porque agora é a Croma? Simples: de hatch ele passou a ser uma perua!

Sim, a Fiat havia decidido voltar a categoria de modelos executivos dominado por sedãs novamente com um modelo nada tradicional. No lançamento a marca chamava a Croma de “Comfort Wagon”, em alusão às suas características de minivan e perua mescladas em um carro. A plataforma novamente dava a vida a vários carros, porém ela era de origem GM. Ironicamente a Croma dividia novamente a base com um carro da SAAB, desta vez era o sedã 9-3 que utilizava.

 Fiat Croma  2005-2007

A Fiat Croma apostava em um visual diferente do que era visto de outros Fiat da época: a frente elegante contava com uma generosa grade frontal, enquanto a traseira ostentava lanternas horizontais parecidas com de modelos Alfa Romeo. O estilo era um tanto pesado, parecendo ser um modelo um tanto desconjuntado. Em 2007 a Croma passou por uma reestilização que a forneceu os mesmos faróis do Bravo e para-choques inspirados no irmão hatch médio, deixando o visual mais equilibrado e esportivo.

O interior era típico de uma minivan: espaçoso, modular e com câmbio no painel. O refinamento ia além do que era esperado em um Fiat, com o uso de couro e madeira no painel, além de central multimídia e ar-condicionado digital. Uma curiosidade da Croma era que a sua ignição ficava ao lado do freio de mão. Ela foi vendida apenas com cinco motorizações diferentes: 1.8 e 2.2 gasolina aspirados, 1.9 (8V e 16V) e 2.4 diesel aspirados. Diferentemente do Bravo e seu câmbio Dualogic, a Croma contava com uma verdadeira transmissão automática de seis marchas.

 Fiat Croma  2008-2010

Ao longo de sua segunda geração, a Croma vendeu 65 mil unidades, pode não ter sido um sucesso de vendas, mas não pode ser chamado de fracasso. A Fiat chegou a mostrar a perua em 2006 no Salão de São Paulo, com grandes intensões de importa-la. Todavia, a empreitada não deu certo e ela não passou de uma promessa. Apesar de, novamente, ser um modelo de uma categoria totalmente diferente, o Freemont é considerado o atual sucessor da Croma, já que faz o papel de topo de linha da Fiat.