Depois da novela que se criou em torno da exigência do extintor tipo ABC, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu que o uso do equipamento passa a ser facultativo. A medida entra em vigor a partir de 1º de outubro e vale para automóveis de passeio, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada.

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A decisão decorre de pesquisas realizadas pelo Denatran, segundo as quais outras medidas seriam mais eficientes contra incêndios que o uso dos extintores. O órgão menciona os dispositivos de corte automático de combustível em caso de colisão, a localização do tanque de combustível fora do habitáculo, o emprego de materiais que dificultem a propagação das chamas, entre outros.

Além da ineficácia do equipamento, a falta de preparo dos motoristas para seu correto manuseio também foi lembrada por entidades como a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) e a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).

A obrigatoriedade, contudo, permanece para veículos comerciais de transporte de passageiros, caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus e destinados ao transporte de produtos inflamáveis, líquidos e gasosos.

O Brasil era um dos poucos países do mundo que exigiam o dispositivo e muitos importados tinham que receber adaptações para incorporar o equipamento.