É inegável. O Renault Captur desperta olhares curiosos por onde passa. As linhas mais encorpadas da carroceria e, sobretudo, a traseira elevada, fazem do modelo um carro que sugere beleza. Se por um lado ele agrada pelo conforto, espaço e design, a mecânica (trazida do Duster) não empolga. “O que mais gostei no Captur foi a direção, ela é firme e preenche bem as mãos. O acabamento também é bonito, mas tem muito plástico. Em contrapartida, dá para sentir muito o carro trocando as marchas, disso não gosto. Faz muito barulho”, comenta Meire Gonçalves, 43 anos, paulista e mãe há 27 anos.

 

A escolha por ouvir uma mãe jovem não é acaso. Ambos SUVs demonstram design pra lá de arrojado, e nada melhor do que a opinião de uma consumidora que pode agradar a si e ao gosto do filho. “Meu preferido é o Kicks. Eu acho que ele tem mais a cara feminina do que o Captur. O acabamento é perfeito, as linhas são mais bonitas e me senti mais confortável para guiar. Diferente do Captur, nesse não sinto as trocas de marcha. Eu prefiro. Só faltou aquela luz no espelhinho do porta-documentos. Sem contar que esse design combina tanto para homem quanto para mulher”, define.

Tabelado em R$ 88.490 na versão Intense 2.0, o Captur tem produção local (na fábrica do Paraná), e credenciais para quem busca um utilitário confortável, espaçoso e bonito. Já o Nissan Kicks chegou há pouco no mercado e está indo bem em vendas – diante de concorrentes difíceis como Honda HR-V e Jeep Renegade. O SUV compacto agrada em muitos sentidos e surpreende em desempenho. Sem falar que é muito gostoso de dirigir. Não a toa ele foi o escolhido pela mamãe…

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Bruno Bocchini
Jornalista e fotógrafo. Foi vencedor de três prêmios, o Fórum de Comunicação, FOCO, edição 2008, pela categoria melhor artigo sobre consumismo, vencedor do Centenário de Morte Machado de Assis (do mesmo ano) com reportagem especial que retratou a vida e a obra do escritor e selecionado pelo Festival Internacional Paraty em Foco em 2014. Também atuou como pesquisador do Departamento de Ordem Política e Social, o DOPS, pela Universidade de São Paulo e, além de desenvolver ensaios e pesquisas fotográficas, atua há seis anos como jornalista em revistas especializadas e portais sobre o setor automotivo. Foi repórter e editor-adjunto das revistas Hot Rods e Car Stereo e editor online de Moto Adventure.

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