O Fiat Punto já está há um bom tempo no Brasil. Ele foi, ao lado do Polo e do C3, um dos primeiros representantes do segmento de compactos premium. Passados alguns anos desde seu lançamento, o Punto viu todos os seus concorrentes se renovarem, novos rivais surgirem, enquanto ele ganhou apenas uma reestilização.

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É evidente que o Punto tem sua legião de fãs fieis, mas isso é o suficiente perante a uma concorrência armada até os dentes? Sem novidades desde 2012, além da central multimídia uConnect, o Punto tenta provar que tem sim um conjunto interessante nesta versão intermediária Essence avaliada por AUTOPOLIS.

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O Fiat Punto mantém o mesmo visual de 2012, mais precisamente de 2009, quando esta reestilização foi lançada na Europa. Ele conta com elementos estilísticos dos atuais Fiat, porém já entrega sinais de cansaço. O estilo altinho do começo dos anos 2000 já foi abandonado e, apesar de originalmente ter sido obra de Giorgeto Giurgiaro, o Punto já coleciona rugas. A próxima geração, ou o que pode ser seu o sucessor, já está sendo gerada na Europa, que deverá ser mais um derivado da família 500.

Testeira-Interior

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Quando o Punto foi reestilzado em 2012, sua cabine foi a que mais se beneficiou com as mudanças. O visual ficou mais sofisticado e as linhas mais harmônicas. As superfícies black piano dão destaque, enquanto a faixa emborrachada no painel não convence mais. A iluminação amarela do painel de instrumentos destoa da modernidade visual do Punto. Apesar da idade, a cabine ainda é uma das mais modernas, visualmente.

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A ergonomia é excelente, com comandos de fácil acesso e bem posicionados, aqui tudo está a mão. Os bancos são confortáveis, além de serem facilmente posicionados, mas, pela proposta esportiva, poderiam ser um pouquinho mais baixos. O volante em couro tem ótima empunhadura e comandos de fácil acesso. O acabamento como um todo é correto, porém, durante nossa avaliação, uma presilha metálica e a cobertura plástica do cinto simplesmente se soltaram. Há espaço para todos se sentarem confortavelmente, mesmo com os bancos recuados.

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O Punto Essence, por ser uma versão intermediária, não trás grandes destaques tecnológicos. A central multimídia uConnect é da versão mais simples que não conta com GPS e tem uma tela pequena, uma falha grave em um carro que beira os R$ 60 mil. A câmera de ré tem boa definição e auxilia nas manobras, apesar das linhas guia serem fixas. Destaque para o sistema que abre todos os vidros diretamente na chave. Mas este mesmo sistema não é capaz de fechar o teto solar quando o carro é trancado.

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Outro descompasso tecnológico do Punto é sentido ao volante. Ele conta com direção hidráulica, enquanto seus concorrentes já utilizam a assistência elétrica progressiva. Apesar disso, a direção é bem calibrada, sendo firme na medida certa para cidade e estrada. Ela absorve as imperfeições do asfalto tal qual uma direção elétrica.

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O Punto tem uma boa oferta de motorizações que vai do 1.4 aspirado da versão Attractive, passando pelo 1.6 de 117 cv e 16,8 kgfm de torque do Essence avaliado, chegando ao 1.8 Sporting e ao 1.4 turbo do apimentado T-Jet. Apenas o consumo que não agrada tanto, com médias de 8,1 km/l em ciclo misto (50% estrada e 50% cidade).

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A versão Essence com motor 1.6 revela a falta força para o Punto. O curso longo do acelerador e o câmbio igualmente longo, corroboram para esta impressão. Talvez ele sofresse de sobrepeso como o primo Renegade, mas os 1170 kg o colocam na mesma faixa dos rivais, mais espertos e ágeis. Em estrada, a rotação fica na faixa dos 3 mil rpm, mas o silêncio impera.

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O Punto Essence conta apenas com o básico: air-bag duplo e ABS. O que pode ser destacado neste quesito é seu conjunto de suspensão firme sem ser desconfortável, fazendo com que o hatch não oscile em estradas e não vacile nas curvas.

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O famoso ditado “a grama do vizinho é mais verde” é muito válida para o Punto Essence. Ele é sim um bom carro, tem grandes virtudes e um visual que ainda desperta olhares na rua. Mas a concorrência também faz isso e vai além. Ford New Fiesta e Volkswagen Fox oferecem um melhor conjunto mecânico, visual mais moderno e mais tecnologia. Vale a pena se faz questão de um Fiat ou se gosta muito do seu estilo, mas saiba que a grama do Punto é verde, mas a do vizinho é mais.

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O Punto Essence conta com itens como ar-condicionado, retrovisores elétricos, direção hidráulica, vidros elétricos one touch. A unidade avaliada ainda contava com teto solar, câmera de ré e Kit SP que adiciona rodas de liga-leve, aerofólio, faróis com máscara negra, sensor de ré, vidros elétricos traseiros e sistema uConnect sem GPS. Tudo isso por R$ 61.120, sem os opcionais ele custa R$ 52.060.

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O visual esportivo do Fiat Punto Essence não é refletido diretamente na hora de conduzi-lo. O motor 1.6 é mais fraco do que deveria, deixando o hatch Italiano um tanto quanto vagaroso. O curso longo do pedal aumenta esta sensação, assim como o câmbio igualmente logo. Falando nisso, a alavanca deve na precisão dos engates e, em diversas situações, mostrou dificuldades em engatar a quinta marcha.

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Nas curvas o Punto mostra uma boa desenvoltura, graças a suspensão bem acertada e a direção hidráulica com assistência calibrada na medida certa. Na estrada, ele revela um surpreendente conforto, rodando tranquilamente sem barulho e de maneira suave. Só fica devendo em retomadas.

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