Quando foi lançado, em 2011, o Cruze veio com duas importantes missões: a primeira delas seria substituir um modelo de sucesso da Chevrolet, o Vectra, e a segunda era tentar retomar a liderança desse concorrido segmento, perdida há muitos anos. O modelo até conseguiu substituir o Vectra no gosto dos fãs da marca, mas nunca ameaçou o reinado dos nipônicos Honda Civic e Toyota Corolla.

Diante disso, a marca da gravata dourada apostou numa receita mais arrojada para a segunda geração de seu sedã médio, que chegou ao mercado completamente renovado por fora, por dentro e, principalmente, sob o capô. O novo motor turbo dita o ritmo e dá o tom nesta nova geração, que ganhou em desempenho e economia. Os preços partem de R$ 91.890 na versão de entrada LT, passam pelos R$ 102.990 da LTZ e podem chegar aos R$ 112.990 da LTZ Plus (avaliada pelo AUTOPOLIS).

Se você pensa em comprar um sedã médio, continue ligado nos parágrafos abaixo, pois o novo Cruze é outro carro em relação a seu antecessor.

Visual marcante

Embora a nova geração do Cruze tenha chegado mais cara que sua antecessora, trata-se de um carro completamente novo e que tem no visual seu principal cartão de apresentação. Assim como o desenho mudou completamente, todo o resto, inclusive o que você não vê, mudou na mesma proporção.

O carro entrou na tendências dos chamados “sedãs-cupês”, com a caída do teto bem acentuada, deixando a tampa do porta-malas mais curta, porém mais alta. A frente, mais baixa e aerodinâmica, traz a clássica grade bipartida, em um novo formato mais bonito e harmonioso.  O faróis afilados incorporam as luzes diurnas em LED, cuja forma atua como uma assinatura luminosa. De lado, a silhueta fluida e a marcante linha de cintura ascendente dá um aspecto imponente e esportivo ao mesmo tempo. A traseira, contudo, talvez seja o ângulo menos impactante do novo Cruze, pois embora seja bonita, adota receitas mais convencionais, com lanternas mais retilíneas e que invadem a tampa do porta-malas. O para-choque possui vincos que simulam um extrator de ar.

Como se espera em uma nova geração, o interior não guarda qualquer semelhança com a da geração anterior. É notória a evolução, seja em design, ergonomia, na qualidade dos materiais e na construção. Na cabine da versão LTZ PLuz predomina o cinza-claro (preto na LT), o painel tem sua parte superior revestida em couro e seu desenho envolvente possui linhas e vincos que se unem aos revestimentos das portas. As peças são bem encaixadas, sem vãos, o que ajuda a evidenciar a qualidade da construção. No geral, Os instrumentos e comandos estão mais elegantes e intuitivos, sem aquela quantidade de botões da geração anterior.

Os novos equipamentos

Além de avançar muito no visual externo e no refinamento da cabine, o novo Cruze traz uma lista de itens de série bem completa em todas as versões. A LT, de entrada, já vem equipada com ar condicionado digital, navegador, direção com assistência elétrica e volante com ajuste de altura e profundidade, câmera de ré, sensores de estacionamento, airbags laterais, controles de estabilidade e de tração e sistema OnStar. A LTZ acrescenta a abertura das portas sem chave, partida remota, computador de bordo com tela colorida em alta definição, leds diurnos, sensor de estacionamento frontal, navegador GPS e airbags laterais de cortina. A LTZ Plus é, na verdade, a versão LTZ com um pacote adicional de itens de tecnologia e segurança, que inclui alerta de colisão frontal, assistente de estacionamento, sensor de ponto cego (nos retrovisores), assistente que impede mudança involuntária de faixa, indicador de distância do veículo à frente, carregador de celular por indução e banco do motorista com regulagem elétrica.

Merece destaque os itens de entretenimento e conectividade. O sistema MyLink de segunda geração está mais intuitivo e conta com espalhamento de smartphones via Apple Car Play e Android Auto. O OnStar ganhou novos recursos atrelados a seu aplicativo.

Ao volante

A primeira coisa que se nota logo ao entrar no novo Cruze que alguns problemas de espaço do modelo anterior não existem mais. Há espaço para levar cinco adultos e quem viaja no banco de trás tem bom espaço para as pernas, contudo, a caída do teto penaliza um pouco o espaço para cabeça dos mais altos. Esse ganho de amplitude se deve ao aumento da distância entre-eixos para 2,70 metros, 1,5 cm a mais que a geração anterior.

Apesar de ter crescido em todas as dimensões, houve uma redução de 100 kg no peso total do carro, graças, especialmente, à estrutura da carroceira, que emprega aços de diferentes tipos. A distribuição de peso também é muito boa, com 51% do peso total na parte dianteira e 49% na traseira, o que dá ao carro um comportamento muito neutro em curvas.

Nenhuma dessas alterações seriam tão significativas caso não viessem acompanhadas de um motor competente. Com toda certeza, a maior estrela dessa segunda geração do sedã é o novo propulsor 1.4 turbo, com injeção direta de combustível e comando de válvulas variável, que gera 150/153 cv (gasolina/etanol) de potência e 24/24,5 kgfm de torque a 2.000 rpm. Essa motorização, junto com o eficiente câmbio automático de seis marchas, está presente em todas as versões, transformando-se no grande trunfo do sedã frente à concorrência. Esse conjunto mecânico entrega muita agilidade e torna o carro ainda mais prazeroso de dirigir, agradando a quem busca conforto e, ao mesmo tempo, quem espera um pouco de adrenalina ao volante.

Por fim, o ajuste de suspensão também mostrou ótimo equilíbrio entre conforto e estabilidade, permitindo contornar curvas com segurança e até com uma certa dose de esportividade.

Conclusão e mercado

Desde que foi lançado no Brasil, o Chevrolet Cruze conquistou e agradou os órfãos do Vectra e garantiu seu espaço cativo no mercado. Num processo contínuo de ascensão, especialmente com a nova geração, emplacou a segunda colocação entre os sedãs médios mais vendidos em 2016. Em 2017, mesmo com a ascensão do novo Honda Civic e a chegada do Toyota Corolla reestilizado, manteve uma brava terceira posição dentro da categoria.

O Chevrolet Cruze LTZ Plus, por R$ 112.990 também sai mais em conta que seus principais rivais. Considerando as versões topo de linha, o Toyota Corolla Altis custa R$ 114.990 e o Honda Civic Touring R$ 124.900, fazendo com que a balança do custo-benefício tenda para o Chevrolet.

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