É fato que o Chevrolet Astra possui uma legião de fãs fiéis e amantes do antigo médio de projeto Opel. Mas ele já deixou de ser produzido há um bom tempo depois de passar oito anos (de 2003 a 2011) sem nenhuma mudança no visual. Era um carro velho, ultrapassado e já estava cansado, por mais que suas qualidades fossem inegáveis.

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Projetado para substitui-lo, o Cobalt chegou com a missão também de oferecer mais espaço interno por menos preço, na mesma pegada do Renault Logan. O modelo foi bem recebido pelo mercado, especialmente depois da inclusão dos modelos 1.8 com câmbio automático.  Apesar disso, as críticas eram sempre as mesmas: visual pouco agradável inspirado no Agile e falta de luxo.

Mas será que a GM conseguiu dar a volta por cima com a reestilização do Cobalt? A nova versão Elite recheada de itens de série conseguiu elevar o nível de sofisticação do Cobalt? Confira todas as respostas nesta avaliação de Autopolis.

Testeira-Visual

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O Cobalt nunca foi unanimidade no quesito visual. Com a reestilização, as polemicas prometem ser diminuídas: agora ele, de fato, é um sedã bonito. A frente fico mais baixa e elegante, com faróis finos e largos, assim como a nova grade mais larga, tudo para deixar o sedã visualmente maior do que é. Na lateral, o modelo Elite conta com um novo friso cromado na base das portas e rodas de liga-leve aro 15, que poderiam muito bem ganhar uma polegada a mais para casar melhor com o estilo do carro. A traseira ganhou lanternas que invadem a tampa do porta-malas e formam um interessante conjunto. Faz falta um friso cromado na traseira, mediante a profusão deste elemento em outras partes do carro. Destaque para a belíssima cor marrom do modelo avaliado.

Testeira-Interior

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Outro ponto que a Chevrolet conseguiu mudar bem foi o interior. Depois dos testes de tom feitos com a série especial Graphite, o Cobalt ganhou interior com plásticos pretos. O marrom continua lá, entretanto, agora apenas nos bancos em couro e no revestimento das portas, igualmente em couro. Mudaram também as portas, com puxadores mais ergonômicos, painel de instrumentos e os botões do ar-condicionado incorporados nos seletores.

Testeira-Ambiente

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A cabine e o porta-malas do Cobalt têm proporções latifundiárias. O porta-malas de 563 litros consegue levar toda a tralha da família em uma viagem e ainda sobra espaço para um parente chato. A cabine do Cobalt é imbatível em espaço. O motorista e passageiro desfrutam de um amplo espaço, com a impressão, até mesmo, do carro ser largo demais, devido a distância entre os bancos e a porta. Mesmo com um motorista alto, um passageiro traseiro com 1,87 metros de altura consegue andar com as pernas cruzadas. Cinco passageiros viajam bem, mas não é o ideal.

Testeira-Tech

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O Cobalt passou por um bom incremento tecnológico com a reestilização. A central multimídia MyLink chegou a sua segunda geração e ganhou recursos: agora é possível usar o Apple CarPlay e o Android Auto. Além disso, a interface ficou mais amigável e fácil de usar, sem contar os botões físicos de uso constante que melhoraram a convivência. Destaque da versão Elite é o OnStar, serviço de concierge da Chevrolet que fornece diversas informações e serviços para o motorista. Este escriba foi salvo por um simpático atendente da OnStar após se perder em São Caetano do Sul e o Waze resolver não funcionar. Detalhe: apesar de todas os adventos tecnológicos, um GPS nativo faz muita falta no Cobalt Elite.

Testeira-Ao-Volante

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Como todos os carros brasileiros construídos sobre a plataforma GSV (Onix, Prisma e Spin), o Cobalt tem uma posição de dirigir bastante alta, típica de uma minivan. Mesmo o banco em sua regulagem mais baixa, faz com que a posição de mantenha demasiadamente vertical. Apesar disso, a ergonomia é boa e achar uma posição para dirigir é fácil. Mesmo com linha de cintura alta, a visibilidade é boa, garantida por regalias como retrovisor com função tilt-down e câmera de ré.

Testeira-Sob-o-CVapô

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Por aqui nada mudou: continua o velho e gastão motor 1.8 Econo.Flex de 106 cv e 17,1 kgfm a a 3.200 rpm, associado ao câmbio automático de seis marchas. Apesar da idade do motor, o casamento com a transmissão automática é muito bem-sucedido. A idade do conjunto só fica evidente do alto consumo: 7 km/l na cidade e 12 km/l na estrada com etanol.

Testeira-Desempenho

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O Cobalt tem força quando necessário, anda bem sem parecer que sobra ou falta potência a ele. O câmbio consegue responder rápido aos pedidos do motorista, apesar de dever um pouco em suavidade nas primeiras marchas. Em regime de estrada, as rotações ficam em cerca de 2.500 rpm a 120 km/h. Aliado ao bom isolamento acústico, o silencio a bordo é impressionante para um modelo nesta faixa de mercado e preço.

Testeira-Segurança

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Cobalt, mesmo em sua versão Elite, se atém ao básico: airbag duplo e ABS. Contudo, o sistema de emergência do OnStar merece destaque. Caso o carro se acidente, um funcionário da OnStar entrará em contato com os ocupantes do carro ao mesmo tempo em que requisita pelo resgate. O Cobalt não passou pelo crash-test do Latin NCAP, mas seu irmão de plataforma Onix ganhou apenas três estrelas, apenas para efeito de comparação.

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A versão Elite avaliada sai por R$ 68.990 na cor branca, porém, optando pela bela tonalidade Marrom Mogno Brown do modelo avaliado, o preço sobe para R$ 70.390. Com estas cifras, o Cobalt invade a ceara de modelos mais caros e sofisticados, como Citroën C4 Lounge e Nissan Sentra, em suas versões de entrada. O Cobalt oferece um farto espaço interno, uma lista interessante de itens de série e um conjunto mecânico eficiente, apesar de gastão, fazem dele uma boa compra. Se está em busca de um carro espaçoso e com regalias tecnológicas, o Cobalt é a sua cara.  A versão de entrada LTZ por cerca de R$ 2 mil a menos não compensa a economia.

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O Cobalt consegue transmitir uma aura de sedã mais caro do que ele de fato é quando é colocado para rodar. O motor e o câmbio trabalham em harmonia, dando ao modelo agilidade quando necessário, e suavidade nos momentos necessários. A suspensão é voltada para o conforto, trabalhando bem na absorção de impactos e transmitindo poucos solavancos, mesmo no banco de trás. Com sua carroceria corpulenta e o perfil confortável, o Cobalt não é um engolidor de curvas, mas consegue percorre-las com segurança e tranquilidade.

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A estrada parece o ambiente ideal do Cobalt, lá o motor trabalha em baixas rotações, graças ao câmbio de seis marchas e o silencio impera. Como o espaço interno é farto, fazer viagens com bastante bagagem e quatro ocupantes não é nada complicado para ele. Na cidade, o consumo alto e a carroceria larga podem atrapalhar um pouco a convivência. Ao menos, em balizas apertadas, a câmera de ré, o retrovisor tilt-down e a boa visibilidade ajudam, mas o Cobalt realmente deixa claro todo o seu tamanho.

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Um ponto a ser notado é a falta de suavidade nas saídas com uma aparente demora na resposta do acelerador. Além disso, o câmbio demora um pouco a trocar de marchas nos primeiros metros, parecendo que ainda está acordando. A demora para a atuação odo creeping existente no modelo antigo, foi sanado junto com as atualizações no software do câmbio do novo Cobalt.

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