A Audi trouxe para a família TT a versão “S”, com a proposta de descarregar ainda mais cavalaria para o motor 2.0 turbo e também a disponibilidade de itens de série exclusivos. Mantendo a tradição das mesmas linhas na primeira geração do TT, o design – de sucesso – está mais agressivo, e o motor está ainda mais nervoso!

Pouco chamativo: #SQN

Com o sobrenome “S”, o TT ganha rodas aro 19, pinças de freio vermelhas, retrovisores externos rebatíveis e aquecíveis com capa de alumínio, câmera de ré, multimídia com GPS, e interior preto brilhante. Sistema de som Bang & Olufsen e bancos esportivos em couro com ajustes elétricos completam o pacote de itens exclusivos. Toda essa lista de equipamentos faz com que o pequeno roadster chame muito atenção por onde passa, e não é só pelo fato de ser conversível. Desde o aerofólio que se levanta sozinho conforme a velocidade até o grave ronco que sai do escapamento fazem o pescoço dos curiosos “entortarem” por onde passa.

Ainda no que diz respeito ao ronco, não podemos esquecer dos “pipocos” que saem pelo escapamento a cada redução de marcha, música para os ouvidos! Outro destaque fica por conta do sistema de áudio, em que o volume da mídia aumenta na medida que a velocidade do carro também sobe, para quem gosta de música e velocidade não há nada mais instigante!

Por dentro

Todo o cockpit inspira a descer o pé, desde o volante de base reta com os paddle shifts, passando pelo painel digital, os bancos que abraçam o corpo nas curvas, chegando até o teto se abrindo e o vento passando pela sua cabeça! Tudo fica à mão. É possível controlar todo o sistema eletrônico pelo volante multifuncional com leitura das informações no próprio cluster (inclusive a navegação GPS). As outras funções do modelo podem também ser acessadas a partir do joystick e dos botões ao lado da alavanca de câmbio.

A roadster conta com apenas dois assentos, mas isso não significa que o espaço interno seja pequeno, motoristas mais altos dirigem confortavelmente sem o menor esforço. O porta-malas sim, é pequeno, com apenas 280 litros: uma viagem que exija grandes bagagens não será possível.

O “S” a mais

Mecanicamente, a versão “S” é responsável por despejar 56cv a mais do que a versão TT “comum”. São 286cv contra 230cv e toda a potência do bloco 2.0 turbo é distribuída nas quatro rodas através do sistema de tração “Quattro” e também pela transmissão S-tronic de dupla embreagem e 6 velocidades. A tração integral aliada a um entre-eixo de apenas 250 cm e uma suspensão rígida de 1 cm mais baixa é a receita perfeita para a diversão.

Em movimento

Traduzindo, a mecânica transforma o pequeno roadster em um devorador de asfalto, seja fazendo curvas ou pisando fundo nas retas. Um carro divertidíssimo, diga-se de passagem. Existe também a parte incômoda: o fato do carro ser mais baixo que nossos carros convencionais é algo bacana, mas as condições das nossas ruas nos fazem chorar em alguns obstáculos como valetas e buracos. Mas de resto, nada a reclamar. O pequeno “faminto” transmite segurança durante todo o percurso, já que todos os sistemas de segurança estão permanentemente ligados. Conforme dito anteriormente, o “abraçar” dos bancos, além do encaixe perfeito entre o volante e os bancos fazem com que você abuse em certas manobras. A suspensão mais rígida como já é esperada em modelos desse porte, acaba por absorver de formar mais “seca” certas irregularidades, mas nada que prejudique o conforto a bordo.

No que diz respeito aos números, a aceleração impressiona visto se tratar de um motor 2.0. Segundo a marca, o TTS Roadster demora apenas 5 segundos para ir dos 0 a 100km/h e tem velocidade final – limitada – em 250km/h. São números dignos de um esportivo de verdade, que acabam por justificar o consumo, já que não apresenta média melhor do que 8,7km/l em trechos urbanos e 10,7km/l em rodovias.

Em valores

Com tantos detalhes que o “S” acrescenta no TT, o preço não seria diferente. Esta versão TTS Roadster testada pelo Autopolis custa R$ 319.990, ou seja, R$ 20.000 a mais do que o TTS Coupé ou R$ 53.000 a mais que o TT Roadster. Valor um pouco salgado apenas por um “S” a mais, não é verdade? Sim, mas tenho que ser sincero, esse “S” vale cada centavo. Para concluir, um pequeno clichê: dizem que o dinheiro não compra felicidade, mas compra um Audi TTS Roadster, o que praticamente é a mesma coisa!

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