Mais de cinco décadas de produção no mercado nacional e um nome que ficará para sempre na memória de quem gosta ou não de automóveis. Essa é a Kombi, personagem principal do Antigos e Mexidos desta semana.

Há 60 anos, precisamente no dia 2 de setembro, a Volkswagen iniciou a produção nacional do modelo, que fora lançado no início dos anos 1950 em terras estrangeiras. Em seus 56 anos de história no Brasil, a Kombosa passou por alguns facelifts, mas o formato “furgão” sempre foi praticamente o mesmo.

As primeiras unidades possuíam motor 1200, que produziam 36cv e geravam a velocidade máxima de 92 km/h. Pode parecer pouco, mas quem já teve a oportunidade de andar em veículos desta idade nota que, devido à sua estrutura e ao som produzido pelo motor, a impressão é a de que se está em uma velocidade até maior. Para os padrões da época, o coração do veículo era razoável, visto que o Fusca possuía motor semelhante ao da Kombi.

Dez anos depois do início de sua produção no Brasil, recebeu novo motor, agora um 1500 de 52cv e velocidade máxima de 100 km/h. As opções de utilização do furgão eram variadas: veículo fechado, para carregamento de mercadorias, versão de quatro e seis portas para o transporte de passageiros sem contar a versão com carroceria aberta, com lugares para três pessoas na cabine.

Sua aparência externa com a opção de duas cores foi mantida sem alterações até 1976, quando o modelo recebeu seu primeiro facelift. Neste ano, tinha novidades na dianteira, com novo pára-brisas, agora inteiriço em lugar do de janelas divididas, novo desenho dos faróis e luzes indicadoras de direção reposicionadas e em novo formato, assim como novas lanternas traseiras, maiores e com as luzes indicadoras de direção, lanterna e de marcha a ré separadas uma da outra.

O motor ganhou nova atualização no ano em questão, passando a produzir 58cv e velocidade máxima de 125 km/h, movido à gasolina ou a álcool. Uma versão movida à diesel foi produzida nos anos 1980, com 50cv e velocidade máxima na casa dos 110 km/h, mas que não teve o mesmo sucesso das demais.

No interior, as principais mudanças da Kombi em sua história foram no painel de instrumentos, que ocorreram no facelift de 1976, quando o modelo deixou de ter o volante branco, muito lembrado pelos amantes da primeira versão do veículo, além de um novo painel de instrumentos e o reposicionamento das alavancas de câmbio e freio de estacionamento. Poucas mudanças foram feitas a partir daí. A mais visível nesse período foi a elevação do teto do modelo, mas apenas isso.

Em 2007 a Volkswagen fez uma edição limitada em comemoração aos 50 anos de produção da Kombi no mercado nacional. Neste ano ela já possuía propulsão distinta dos modelos anteriores, utilizando motor bicombustível “emprestado” do Fox, que gerava 59cv movidos a álcool e velocidade máxima de 131 km/h.

Por não possuir espaço suficiente para a instalação de air bags, que seriam obrigatórios no ano seguinte, teve suas últimas unidades produzidas em 2013, na versão especial “Last Edition”. O fim da produção do veículo deixou saudades em muitos apaixonados pelo modelo, que até hoje cuidam e mantém vivo o amor pela Kombosa em eventos de antigomobilismo e nas ruas de nosso Brasil.

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