Nesta semana o Antigos e Mexidos relembra a passagem de sucesso do Volkswagen Brasília, que mesmo com menos de uma década no mercado nacional deixou milhares de fãs dentro e fora do Brasil.

O início da produção do hatch se deu em 1973, período em que a montadora produziu modelos genuinamente nacionais, como a SP2, a Variant II, e futuramente o Gol. Com a mesma base do Fusca, porém com 2 centímetros a menos, o Brasília chamava a atenção desde sua chegada pela área envidraçada, que era muito maior com relação ao seu irmão de chassi e também pelo espaço interno. O painel era simples, com velocímetro, medidor do nível de combustível e rádio.

Na parte externa, as linhas do modelo, inspiradas nos modelos europeus, também agradavam, visto que eram tempos em que não havia um livre mercado para importações. Os faróis dianteiros, dispostos em dois pares envoltos de uma moldura plástica, abraçados pelo para-choque cromado completavam a dianteira. As lanternas traseiras eram lisas, inicialmente em três cores, e após 1975 na cor vermelha, atendendo à normas brasileiras. O para-choque também era envolvente, com uma “grelha” na cor preta, que disfarçava o silenciador do escapamento.

Desde seu lançamento, o Brasília teve motor 1600, inicialmente com um carburador e 50cv, que produzia velocidade máxima de 130km/h. A partir de 1976, recebeu um segundo carburador, o que melhorou o desempenho do modelo e deu mais força para que ficasse firme no mercado.

Em 1978, recebeu seu único facelift: os pára-choques passaram a ter um acabamento de plástico nas laterais e o mesmo deixou de ser envolvente no modelo, assim como as lanternas traseiras, que passaram a ter um desenho “canelado”, com barras horizontais e maior tamanho. A dianteira permaneceu a mesma, com uma pequena mudança no capô, que agora tinha dois frisos.

No ano seguinte, a Volkswagen lançou o modelo LS com novo painel e bancos com encosto de cabeça, o que até então não era muito visto no mercado nacional. O novo mostrador de instrumentos tinha o velocímetro, relógio, medidor de combustível, luzes de indicação de falha de componentes e de pisca-alerta.

Neste período a montadora produziu veículos para exportação, e com isso criou a versão quatro portas do Brasília, que na África do Sul era chamado de Igala. A versão, porém não fez sucesso por aqui, já que o consumidor dava preferência aos modelos de duas portas, e além disso, ela não tinha a mesma qualidade da acabamento frente ao duas portas, visto, por exemplo, nos pára choques, que não eram cromados, e no motor 1500, já trazendo sinais de sua saída do mercado.

O modelo deixou de ser produzido por aqui em 1982, deixando o caminho livre para o Gol, que começava a ganhar mercado. Mesmo assim, até hoje é possível ver belas unidades deste ícone nacional que vendeu quase 1 milhão de unidades em apenas nove anos e que é o amigo de muitos amantes de motores, dentro e fora do Brasil.

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