Na última semana, a seleção brasileira terminou a caminhada para a Copa de 2018 e ficou com a primeira colocação nas eliminatórias sulamericanas. Goste você ou não de futebol, nosso personagem do Antigos e Mexidos desta semana tem o nome de uma das paixões do brasileiro, junto com os motores: trata-se do Volkswagen Gol.

Produção nacional, o Gol chegou ao mercado em 1980, com a missão de ser um substituto para o Fusca, que já estava com mais de 30 anos no mercado nacional. No entanto, não vendeu como o esperado em seu início devido ao motor 1300 de 50cv refrigerado a ar não ter uma boa resposta quanto a torque. Apenas no ano seguinte, com a mudança para o motor 1600 que tinha 51cv, o hatch “engatou uma segunda marcha” e começou a ganhar espaço no mercado.

Utilizando a base do Polo europeu, o modelo tinha interior com bom acabamento e painel de instrumentos com velocímetro, medidor do nível de combustível e luzes indicadoras de setas e falha de componente. A partir de 1985 passou a ter também o medidor de temperatura do sistema, quando o modelo passou a ter motor 1600 refrigerado a água, com versões a álcool e gasolina.

Em 1987 o modelo ganhou seu primeiro facelift: nova dianteira, com luzes indicadoras de direção integradas aos faróis, novas lanternas traseiras e pára choques envolventes eram as principais mudanças visuais no modelo, alterações estas que também aconteciam em seus “irmãos” Voyage e Parati.

Neste período, o Gol teve algumas versões que ficaram na memória de seus proprietários: em 1984 surgiu o GT, de motor 1800 com 99cv, que se tornou GTS, oferecido na versão a álcool. Este tinha também o aerofólio traseiro de série, além dos faróis de milha, marca registrada do modelo. O GTi, primeiro no mercado nacional com injeção eletrônica, chegou em terras brasileiras em 1988.

Na virada dos anos 1990, a linha ganhou sua segunda reestilização, que não foi muito grande: a grade dianteira e os faróis ficaram menores, mas de estética, a forma manteve-se a mesma até 1995, quando a segunda geração do Gol ganhou as ruas.

Batizado pelos brasileiros de “Bolinha”, teve toda sua parte estética renovada: a carroceria com linhas arredondadas, novo painel e interior. De herança do irmão mais velho, trouxe boa parte da mecânica, o que aliado com a confiabilidade do motor e baixo valor de manutenção colocaram o modelo em boas condições de disputa no mercado. Como opções de motor, eram oferecidas as versões 1.0, 1.6, 1.8 e 2.0, no Gol GTI.

Seguindo o mesmo desenho do “bola” mas com novidades na dianteira e traseira, a terceira geração do Gol chegou ao mercado em meados dos anos 2000. Os faróis ficaram maiores com a união da luz indicadora de direção no conjunto, o que deixou a dianteira mais “invocada”. Na traseira, novas lanternas, estas seguindo a linha da carroceria, dava nova cara à traseira, assim como os novos para choques. No interior, os primeiros “GIII” possuíam o mesmo painel de instrumentos e interior da versão anterior, o que foi alterado nos anos seguintes.

O Geração III teve, além dos tradicionais 1.0 e 1.6, as versões 1.0 Turbo, de 16 válvulas, 76cv e velocidade máxima de 165km/h, além da versão GTI, com 145cv e velocidade máxima de 205km/h. A partir desta época, o Gol passou a ter as denominações Power  e Trend, que seguiram com a evolução do modelo.

Em 2005 a quarta geração do hatch ganhou as ruas. A mesma base era utilizada para o modelo, com mudanças no desenho dos faróis dianteiros e lanternas traseiras, além de novo painel de instrumentos e saídas de ar, este que também figurou na Parati e Saveiro. A versão Rallye começou a ser comercializada nesta época, com suspensão elevada para quem gosta de enfrentar as estradas de terra de nosso Brasil.

Em 2008, a Volkswagen lançou o Gol geração 5. Nesta versão, o modelo ganhou nova cara, a começar pela plataforma para ser produzido, a mesma utilizada para o Fox e Polo. Dianteira, traseira, interior, tudo novo para o modelo que tinha as versões Power, Trend, Rallye e Confortline. A base desta versão foi utilizada para a nova Saveiro e para a volta do Voyage. A Parati teve sua produção descontinuada.

Um novo facelift foi feito pela Volkswagen em 2012, quando entrou em produção a sexta geração do modelo. A partir deste ano, a montadora adotou o mesmo desenho de faróis para praticamente toda a linha de entrada, caso do Fox, Crossfox, SpaceFox e Saveiro. O Novo Gol trazia a herança do interior do seu antecessor, com a inclusão do air bag e ABS, obrigatórios a partir de 2014. E hoje, temos uma nova modelagem dos faróis e lanternas, mas ainda com praticamente a “mesma cara” do irmão mais velho.

Muito bem, a matéria desta semana no Antigos e Mexidos trouxe algumas das lembranças de mais de 37 anos de produção do Gol  no mercado nacional. Provavelmente você sentiu falta de algo, pois são inúmeras as características e versões de um dos modelos mais queridos do brasileiro, e cada um tem o seu preferido, não é mesmo? Por isso, queremos saber de você, amigo leitor: o que você mais gosta deste ícone nacional? Deixe aqui nos comentários suas lembranças, histórias e tudo o que este modelo representa para você. No mais, curta a estrada, e fique conosco!

 

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