Apresentada no último Salão do Automóvel, a versão Touring do Honda HR-V assumiu o topo da linha e atualmente é oferecida nos concessionários da marca por R$107.900. A lista de itens que a diferencia da EXL não é extensa mas agrega equipamentos interessantes, como faróis e lanternas traseiras com iluminação por LEDs, sensor de estacionamento traseiro, retrovisor interno fotocrômico (evita ofuscamento) e airbags do tipo cortina (totalizando seis).

A dúvida que fica é se vale a pena pagar R$ 5 mil a mais para ter tais equipamentos, pois, exceto pelo airbag adicional (item de segurança sempre é bem vindo), é possível viver bem sem todo o resto. Por essa lógica, a EXL se mostra uma decisão de compra mais racional, e a diferença de preço para a Touring pode ser direcionada para pagar o seguro.

Vale destacar ainda a questão dos faróis, vez que existe uma certa polêmica de que esse seria um ponto fraco do HR-V. Os novos, de LEDs, são mesmo melhores e deveriam ser de série em toda a linha, ao invés de diferencial da versão “top”. Por outro lado, conversamos com donos de HR-V e todos se disseram satisfeitos com os faróis de seus carros, logo, é possível que esse não seja um item tão relevante para quem quer levar um exemplar para casa.

Talvez, seria mais interessante a Honda ter caprichado mais nos diferenciais, quem sabe até aplicando o excelente motor 1.5 turbo de 173 cv do Civic Touring, ainda que a diferença de preço para a EXL ficasse ainda maior.

Isso significa que a versão Touring seja um mal negócio? Não, claro que não, até porque, o SUV da Honda tem muitas virtudes e não é um dos mais vendidos e desejados do país a toa.

Em movimento

Independentemente do custo-benefício de cada versão, o Honda HR-V é um carro bom de dirigir, tem boa estabilidade e roda com conforto e silêncio. É quase tão ágil e equilibrado quanto um hatch ou sedã.

O motor 1.8 i-VTEC, que gera 140/139 cv (etanol/gasolina) de potência e 17,3/17,4 kgfm de torque máximo, dá conta do recado e empurra os 1276 kg do SUV com muita disposição. O câmbio automático continuamente variável (CVT) atua de forma eficiente, mantendo os giros do motor baixos mesmo em velocidades altas, contribuindo assim para baixar o consumo e reduzir o nível de ruídos. O consumo é satisfatório, tendo se mantido numa média de 11,5 km/l de gasolina durante nosso teste, realizado em regime misto urbano/rodoviário.

A habitáculo é espaçoso, acolhe bem até quatro adultos, com bom espaço para as pernas de quem viaja atrás. Um eventual quinto passageiro não conta com tanto conforto, mas também não chega a ficar espremido. Há muitos porta-trecos e a ergonomia da cabine é boa, exceto pelo posicionamento dos conectores USB numa parte inferior e de difícil acesso do console central. O porta malas com capacidade para 437 litros é suficiente para levar as tralhas de todos.

Conclusão

O Honda HR-V é um excelente carro para a família, com muitos pontos positivos e que justificam seu sucesso como um dos carros mais vendidos do país. A versão Touring, contudo, pode não valer a pena se analisarmos friamente o que ela oferece a mais que a EXL. Nesse caso, uma boa negociação na hora da compra pode reverter as coisas, como uma melhor valorização do usado dado em troca, a oferta de um seguro mais em conta, IPVA pago e todos aqueles mimos que as concessionárias acabam oferecendo para fechar negócio. Aí sim a Touring pode se tornar um bom negócio, caso contrário, a balança pende para as outras versões do SUV.

Ficha técnica

Motor: bicombustível, 4 cilindros, 16V, 1.799 cm³
Potência: 140/139 cv a 6.300 rpm (etanol/gasolina)
Torque: 17,7/17,5 kgfm a 5.000 rpm (etanol/gasolina)
Câmbio: automático continuamente variável (CVT), 7 marchas, tração dianteira
Suspensão dianteira: McPherson
Suspensão traseira: eixo de torção com molas helicoidais
Freios: discos ventilados (dianteiros) e discos sólidos (traseiros)
Direção: assistência elétrica
Pneus e rodas: 215/55 R17
Comprimento: 4294 mm
Largura: 1722 mm
Altura: 1586 mm
Entre-eixos: 2610 mm
Porta-malas: 437 litros
Tanque de combustível: 51 litros

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