Demorou um pouco mas o Mobi começa a fazer as pazes com mercado. O subcompacto da Fiat fechou o mês de julho como 8º automóvel mais vendido no Brasil, com 29.933 emplacamentos, segundo a Fenabrave. Apesar desse crescimento, é uma pena que o bom tricilíndrico 1.0 da família Firefly ainda não tenha sido padronizado para toda linha, ficando restrito à versão Drive.

Gerando até 77 cv de potência e 10,9 kgfm de torque (etanol), é um motor bem dimensionado para as propostas urbanas do modelo, que pesa apenas 945 kg. A economia também dá o tom: nos parâmetros do Inmetro, abastecido com gasolina, são 13,7 km/l na cidade e 16,1 km/l na estrada. Em nosso teste, em regime misto e abastecido com gasolina, conseguimos uma boa média de 14,5 km/l.

Mobi em movimento

Leve e ágil, o Mobi vai bem nos deslocamentos urbanos. A direção com assistência elétrica é macia na medida certa e rápida nas manobras. É um carro fácil de estacionar e bom para se esgueirar pelo trânsito carregado. Na estrada, sem estar carregado, ele desenvolve bem e é agradável em viagens curtas. Em trajetos mais longos, os bancos com assentos curtos podem causar algum desconforto e cansaço.

O espaço interno é o ponto fraco do modelo. Só com o motorista, ou apenas com o motorista e mais um passageiro, é possível se ajeitar com algum conforto. Entretanto, quem viaja no banco traseiro, mesmo que seja criança, fica apertadinho. O porta malas é muito pequeno e, de longe, é o menor entre seus concorrentes diretos, como o Volkswagen Up e o novo Renault Kwid.

Completamente equipado, como a unidade que avaliamos, mimos como ar-condicionado, volante multifuncional, sistema de som bacaninha com Bluetooth, trio elétrico (vidros, travas e retrovisores), computador de bordo, sensores de estacionamento, retrovisores com repetidores de seta e com sistema tilt down (que se abaixa em manobras para mostrar a distancia para a guia), tornam a condução e a vida a bordo mais agradáveis.

Conclusão

O Mobi Drive talvez fosse a versão mais interessante da linha, mas custando a partir de R$ 41.260 (podendo chegar a R$ 46.467 com todos os opcionais), perde no quesito custo-benefício. Comparado ao Volkswagen Up, que custa entre R$ 37.990,00 e R$ 50.668,00, os preços até se equivalem, mas o hatch alemão é mais espaçoso e bem resolvido. Comparado ao novo Renault Kwid, o francês é (bem) mais barato e mais epaçoso, além de ter um apelo mais emocional ao se posicionar como um “SUV compacto”.

Ficha Técnica

Motor: dianteiro, transversal, 3 cil. em linha, 999 cm³, 6V, comando simples, bicombustível (gasolina/etanol)
Potência: 77/72 cv a 6.250/6.000 rpm
Torque: 10,9/10,4 kgfm de 3.250 rpm
Câmbio: manual de cinco velocidades, tração dianteira
Direção: assistência elétrica
Suspensão: dinateira independente McPherson e traseira por eixo de torção
Freios: discos ventilados (diant.) e tambor (tras.)
Pneus: 175/65 R14
Comprimento: 3,56 m
Largura: 1,63 m
Altura: 1,50 m
Entre-eixos: 2,30 m
Tanquede combustível: 47 litros
Porta-malas: 215 litros (dados do fabricante)
Peso: 945 kg
Consumo com etanol (Conpet): 9,6 km/l (cidade) e 11,3 km/l (estrada)
Consumo com gasolina (Conpet): 13,7 km/l (cidade) e 16,1 km/l (estrada)

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